Interrupção de serviços essenciais pode causar morte de 51 mil crianças, advertem Unicef e OMS

  • Por Jovem Pan
  • 15/06/2020 11h11
PixabayTanto a Unicef como a OMS atribuíram esse aumento da mortalidade infantil ao trabalho sobrecarregado dos profissionais de saúde na pandemia

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiram nesta segunda-feira (15) que 51 mil crianças menores de cinco anos ainda podem morrer devido à “interrupção” de serviços essenciais pela pandemia de Covid-19.

Em comunicado conjunto, os diretores regionais de ambas as agências da ONU, Ted Chaiban e Ahmed al Mandhari, respectivamente, disseram que “51 mil crianças menores de cinco anos podem morrer na região ao final de 2020 se for prolongada a atual interrupção dos serviços essenciais de nutrição e saúde e se aumentar a desnutrição infantil”.

A mortalidade infantil em alguns países do Oriente Médio e no norte da África pode aumentar em “cerca de 40%” em comparação com números anteriores à pandemia. Caso a previsão seja concretizada, isso representará uma “regressão” em relação à sobrevivência infantil nos últimos 20 anos, afirmaram os dirigentes.

Ao todo, a ONU calcula que, com este aumento da mortalidade infantil, o número total pode chegar a 184 mil mortes de crianças menores de cinco anos até o fim do ano.

“A pandemia de Covid-19 colocou os sistemas de saúde da região sob uma pressão sem precedentes. Os serviços de atenção à saúde em nível primário diminuíram ou foram interrompidos em muitos países”, comentaram Chaiban e Mandhari.

Tanto a Unicef como a OMS atribuíram esse aumento da mortalidade infantil ao trabalho sobrecarregado dos profissionais de saúde na pandemia. Além disso, afirmaram que as restrições de movimento e bloqueios econômicas impedem o acesso de algumas comunidades ao atendimento médico.

As agências da ONU se comprometeram com a “retomada plena e segura” das campanhas de vacinação e dos serviços de nutrição. Os órgãos também se disseram empenhados em proporcionar o acesso à saúde para cada criança.

*Com informações EFE