Televisão estatal do Irã é hackeada e passa mensagem de apoio a manifestantes

Ataque, que durou alguns minutos, exibiu imagens do ex-príncipe herdeiro Reza Phalav, e pediu para que agentes de segurança não apontassem suas armas para o povo

  • Por Fernando Keller
  • 19/01/2026 19h57 - Atualizado em 19/01/2026 19h59
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Foto por CARLOS JASSO / AFP Manifestantes queimam imagens do aiatolá Ali Khamenei durante um protesto em solidariedade à revolta iraniana, organizado pelo Conselho Nacional da Resistência do Irã, em Whitehall, no centro de Londres, em 11 de janeiro de 2026, para protestar contra a repressão do regime iraniano ao acesso à internet e "reconhecer seu direito à autodefesa contra as forças do regime". Pelo menos 192 pessoas foram mortas em duas semanas de protestos contra o governo e a crise econômica no Irã, disse um grupo de direitos humanos no domingo, um aumento acentuado em relação ao número anterior de 51 mortos. A invasão ocorre em momento que as mortes decorrentes dos protestos já chegaram pelo menos aos 3.941

A televisão estatal do Irã, controlada pela empresa Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB), e que possui diversos canais, passou a transmitir mensagens de apoio aos manifestantes que tomam o país desde o fim de 2025.

O ataque ocorreu no último domingo (18), e durou minutos. As mensagens veiculadas criticavam o regime e mostravam agentes de segurança que estavam trajados com o que pareciam ser uniformes iranianos.

Também foram exibidos vídeos do ex-príncipe herdeiro Reza Pahlavi, e chamados a servidores públicos e soldados a se posicionarem contra o regime. A equipe de Pahlavi republicou as mensagens em suas redes sociais.

“Não apontem suas armas para o povo. Se unam a nação pela liberdade do Irã”, diz uma das mensagens. A agência de notícias americana Associated Press afirmou que a IRIB reconheceu que o sinal da televisão foi “interrompido momentaneamente por uma fonte desconhecida”.

A invasão ocorre em momento que as mortes decorrentes dos protestos já chegaram pelo menos aos 3.941, segundo a ONG Human Rights Activistis News Agency. O governo de Ali Khamenei também está em choque com o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos desde o começo das repressões mais violentas aos protestos. Ambos os países trocaram ameaças de ataques, com o Irã acusando os americanos de incentivar os protestos.

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