Polícia norueguesa investiga tiroteio em mesquita como tentativa de atentado

Ataque a tiros em mesquita de Oslo está sendo investigado como tentativa de atentado; atirador foi preso

  • Por Jovem Pan
  • 11/08/2019 11h16
EFE/EPA/TERJE PEDERSEN Mesquita na Noruega foi alvo de ataque a tiros neste sábado (10)

A polícia da Noruega informou neste domingo (11) que passou a considerar um episódio de terrorismo o tiroteio ocorrido no sábado (10) em uma mesquita de Bærum, nos arredores de Oslo, no qual o autor dos disparos ficou levemente ferido.

“Estamos diante de uma tentativa de atentado terrorista. A investigação mostrou que [o autor do fato] tem ideias de extrema-direita. Expressou apoio a Vidkun Quisling [líder do regime colaboracionista nazista na Noruega durante a 2ª Guerra Mundial] e opiniões contra os imigrantes”, disse em entrevista coletiva o chefe da polícia de Oslo, Rune Skjold.

O policial esclareceu que as acusações contra o detido são por tentativa de homicídio e homicídio, essa última pela morte da companheira de apartamento. O corpo dela foi encontrado pelos agentes horas depois do tiroteio, quando o homem foi rendido no centro religioso por vários homens que avisaram as autoridades logo em seguida.

A polícia mantém contato contínuo com os serviços de inteligência e ainda poderá acrescentar a acusação de terrorismo, explicou Skjold.

Durante o tiroteio foram realizados vários disparos, e duas armas foram encontradas na mesquita, informou a polícia, que descarta que haja mais pessoas envolvidas no incidente. A corporação anunciou também que já conhecia o detido anteriormente, sem especificar de que contexto.

O indivíduo, um cidadão norueguês com cerca de 20 anos e morador de Baerum, se negou a prestar depoimento, mas será submetido a um novo interrogatório ao longo do dia e na segunda-feira (12) deve ser levado a um juiz para que seja decretada a prisão preventiva.

Segundo revelou o jornal Dagbladet, horas antes do tiroteio o detido publicou mensagens nas redes sociais convocando uma guerra de raças e elogiando o autor dos ataques de março a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, nos quais 50 pessoas morreram.

*Com EFE