Trump afirma que encontro com Kim Jong-un “será muito mais que uma foto”

  • Por Agência EFE
  • 07/06/2018 16h17
Agência EFE"Acredito que não será um acordo de um só encontro", disse Trump na presença do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (7) que a reunião prevista para o dia 12 com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, será “muito mais que uma foto”, embora considere que este será apenas o primeiro passo de “um processo” que necessitará outros encontros.

“Vai ser muito mais que uma foto. É um processo, como já disse muitas vezes. Acredito que não será um acordo de um só encontro”, disse Trump na presença do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, que visita Washington para resolver os últimos detalhes da cúpula que será realizada em Cingapura na próxima semana.

Trump opinou que a reunião entre ambos líderes será “muito frutífera”, embora, ressaltou, em última instância o sucesso da mesma dependerá do que “as pessoas querem que aconteça”, o que será algo que poderá ser apreciado “muito rapidamente”.

“Têm que ceder (os norte-coreanos) suas ogivas nucleares. Se não houver a desnuclearização, não será aceitável”, advertiu Trump.

Apesar dos vários problemas na organização da reunião entre Trump e Kim, que chegou a ser cancelada há duas semanas pelo líder americano, a Casa Branca manifestou nestes últimos dias otimismo com relação à cúpula conduzir a Coreia do Norte a abandonar seu programa nuclear.

O regime de Kim mostrou disposição a deixar suas armas nucleares durante a cúpula que as duas Coreias realizaram em 27 de abril na fronteira, mas não quer que seja imposta uma fórmula unilateral e prefere um processo de desarmamento progressivo.

Sobre a possibilidade de a reunião servir para limar asperezas entre as duas Coreias, Trump apontou que “existe muito ódio” entre ambas as nações, mas desejou que, “no mínimo”, as atuais negociações suponham o “começo de uma boa relação” entre os dois países.

As duas Coreias se mantêm tecnicamente desde 1953 em guerra, já que o cessar-fogo que há 64 anos pôs fim ao conflito não foi substituído por um tratado de paz.