Trump eleva tarifas à Coreia do Sul para 25% e cita impasse no Parlamento

Presidente dos EUA acusa Seul de não ratificar acordo comercial acertado com o governo americano no ano passado

  • 27/01/2026 06h26 - Atualizado em 27/01/2026 06h34
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Andrew Caballero-Reynolds / AFP O presidente dos EUA, Donald Trump, responde a perguntas de jornalistas após anunciar a nova iniciativa "Golden Fleet" da Marinha dos EUA "O Parlamento da Coreia do Sul não está cumprindo seu acordo com os Estados Unidos", escreveu Trump.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (27) que decidiu elevar as tarifas sobre os produtos da Coreia do Sul de 15% para 25% alegando que o país asiático ainda não implementou o acordo comercial acertado com o governo americano no ano passado.

“O Parlamento da Coreia do Sul não está cumprindo seu acordo com os Estados Unidos. O presidente Lee Jae-myung e eu alcançamos um grande acordo para ambos os países em 30 de julho de 2025 e reafirmamos essas condições enquanto estive na Coreia em 29 de outubro de 2025. Por que o Parlamento coreano não o aprovou?”, questionou Trump em uma mensagem em sua rede social, Truth Social.

Trump afirmou que, devido à inação sul-coreana para ratificar o acordo, aumentará para 25% as tarifas sobre produtos importados da Coreia do Sul como “automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todos os demais produtos sujeitos a tarifas recíprocas”, embora não tenha especificado uma data para a entrada em vigor desta medida.

O pacote tarifário e de investimentos acordado com Washington, que estabelecia uma tarifa base de 15% para os produtos sul-coreanos e grandes investimentos de seus conglomerados em solo americano, ainda não foi efetivado no país asiático devido ao desacordo interno sobre o papel que o Parlamento deve ter para sua implementação.

O governo Lee argumenta que o pacote pode ser implementado principalmente por meio de decretos executivos e uma lei especial, mas especialistas jurídicos e parte da oposição conservadora argumentam que não aprová-lo por via parlamentar seria inconstitucional.

*Com EFE

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