Trump não deve escolher próximo líder do Irã, diz chanceler

Abbas Araghchi afirmou que a República Islâmica ‘não permitirá que ninguém interfira em assuntos internos’ e que a decisão ‘é responsabilidade do povo iraniano’

  • Por Jovem Pan*
  • 08/03/2026 12h55
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AFP Esta foto, fornecida pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã, mostra o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reunindo-se com embaixadores de países estrangeiros em Teerã, em 15 de junho de 2025. Israel e Irã trocaram fogo pesado pelo terceiro dia consecutivo em 15 de junho, com o aumento de baixas e o aumento de alvos, marcando uma forte escalada nas hostilidades entre os inimigos de longa data. (Foto do Ministério das Relações Exteriores do Irã / AFP) / USO RESTRITO AO EDITORIAL - CRÉDITO OBRIGATÓRIO "AFP PHOTO / HO / MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO IRÃ" - SEM MARKETING, SEM CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS - DISTRIBUÍDO COMO UM SERVIÇO AOS CLIENTES Araghchi também afirmou que o presidente republicano "deveria pedir desculpas ao povo da região e ao povo iraniano pelos assassinatos e pela destruição que provocaram".

O povo iraniano, e não Donald Trump, deve escolher seu novo líder, afirmou neste domingo (8) o ministro das Relações Exteriores do Irã, que exigiu um pedido de desculpas do presidente americano por iniciar a guerra no Oriente Médio.

“Não permitimos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. É responsabilidade do povo iraniano escolher seu novo líder”, declarou Abbas Araghchi no programa “Meet the Press”, do canal NBC, depois que Trump afirmou na quinta-feira que deveria participar da escolha do próximo líder supremo do Irã.

Araghchi também afirmou que o presidente republicano “deveria pedir desculpas ao povo da região e ao povo iraniano pelos assassinatos e pela destruição que provocaram”.

Na entrevista, Araghchi disse que os mísseis iranianos não podem alcançar o território dos Estados Unidos e defendeu os ataques de Teerã contra seus vizinhos do Golfo.

“Foram os americanos que iniciaram esta guerra contra nós, atacando, e estamos nos defendendo. É óbvio que nossos mísseis não podem atingir o território americano”, disse.

“O que podemos fazer, sim, é atacar as bases e instalações americanas ao nosso redor, que infelizmente estão no território de nossos países vizinhos”, acrescentou.

*AFP

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