Trump pede que a ONU responsabilize a China pelo coronavírus

‘Precisamos responsabilizar a nação que lançou essa praga sobre o mundo: a China’, disse o presidente americano em discurso na Assembleia Geral, nesta terça-feira (22)

  • Por Jovem Pan
  • 22/09/2020 11h44 - Atualizado em 23/09/2020 08h01
EFE/EPA/TANNEN MAURYDonald Trump atacou a China em discurso na ONU

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu, em discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), que as Nações Unidas responsabilizem a China pela pandemia de Covid-19. “Precisamos responsabilizar a nação que lançou essa praga sobre o mundo: a China”, disse, ressaltando que o vírus Sars-CoV-2 apareceu pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan. “A OMS, virtualmente controlada pela China, declarou falsamente que o vírus não era transmitido entre humanos”, lembrou Trump. “As Nações Unidas precisam responsabilizar a China pela doença”, pediu novamente.

Antes, o presidente americano prometeu que os Estados Unidos vão “acabar com a pandemia“. “Nós vamos distribuir a vacina, derrotar o vírus e acabar com a pandemia”, disse. Ele também afirmou que o “vírus chinês” tomou milhares de vidas, mas que os esforços do governo americano fizeram com que outras milhares de vidas fossem salvas e que três vacinas fossem estudadas. Donald Trump termina em janeiro de 2021 o primeiro mandato como presidente americano e concorre à reeleição no pleito de 3 de novembro.

Ainda no discurso, Trump pediu para que a ONU foque em “problemas reais” e pare de criticar os Estados Unidos, principalmente em relação ao meio ambiente. “Aqueles que atacam a excelente proteção ambiental dos EUA enquanto ignoram a poluição chinesa não estão interessados no meio ambiente”, disse. “Eles querem apenas punir os EUA e eu não vou permitir isso”, continuou. “Se as Nações Unidas querem ser uma organização efetiva, precisam focar nos problemas reais do mundo. Isso inclui terrorismo, a opressão das mulheres, trabalho forçado, tráfico de drogas, de pessoas e sexual, perseguição religiosa e limpeza étnica de minorias religiosas”, disse o presidente americano.