Trump rompe com tradição ao não reconhecer mês do Orgulho LGBT

  • Por EFE
  • 01/07/2017 14h41
-FOTODELDIA- WAS30. WASHINGTON (ESTADOS UNIDOS), 01/06/2017.- El presidente de EE.UU., Donald Trump, pronuncia un discurso hoy, jueves 1 de junio de 2017, en la Casa Blanca, Washington (EE.UU.). Donald Trump anunció hoy su decisión de sacar al país del Acuerdo de París contra el cambio climático, adoptado por casi 200 países en 2015, hoy, jueves 1 de junio de 2017, en la Casa Blanca, Washington (Estados Unidos). EFE/Molly RileyTrump não se pronunciou sobre o mês do Orgulho, mas já utilizou os homossexuais como plataforma de campanha

O Governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rompeu com a tradição de reconhecer oficialmente o mês de junho como o Mês do Orgulho LGBT, apesar de alguns membros de seu gabinete terem falado palavras a respeito.

O ex-presidente Bill Clinton (1993-2001) foi o primeiro a declarar junho como o mês do Orgulho LGBT, mas a tradição não continuou sob o mandato do ex-presidente George W. Bush (2001-2009), algo que foi retomado por Barack Obama.

O secretário de Estado, Rex Tillerson, reconheceu o mês do Orgulho LGBT uma semana após seu início, condenando “a violência e a discriminação” contra a comunidade LGBT no exterior.

“Em reconhecimento ao mês LGBT, o Departamento de Estado mostra sua solidariedade com os defensores de direitos humanos e as organizações da sociedade civil que trabalham ao redor do mundo para manter as liberdades fundamentais das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgênero (LGBT) para que possam viver com dignidade e liberdade”, apontou o Departamento de Estado em um comunicado.

Além disso, a filha do governante, Ivanka Trump, destacou a comemoração logo no começo do mês.

“Neste mês celebramos e honramos a comunidade #LGBT”, escreveu ela em 1 de junho.

O silêncio do magnata surpreende em parte, já que durante a campanha eleitoral defendeu alguns direitos dos homossexuais.

Em outubro de 2016, Trump posou com uma bandeira arco-íris no Colorado e em julho prometeu a uma multidão, na sua maioria conservadora, que “faria todo” o possível “para proteger os cidadãos LGBT da violência e da opressão da odiosa ideologia estrangeira”