Trump tem até 31 de outubro para responder acusações de abuso sexual na Suprema Corte

  • Por Fernando Ciupka/Jovem Pan
  • 24/10/2017 17h58 - Atualizado em 24/10/2017 17h59
EFE /MICHAEL REYNOLDS EFE /MICHAEL REYNOLDS Trump negou todas as acusações de assédio que recebeu e, durante a corrida presidencial, se disse "vítima" de campanhas difamatórias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sete dias para responder na Suprema Corte de Nova York sobre pelo menos dez acusações de abuso sexual. O republicano terá que apresentar notas escritas, gravações de áudio, mensagens de texto ou fotografias em sua defesa nos casos, como o de Summer Zervos, que participou de uma edição reality show “O Aprendiz”, apresentado pelo empresário à época.

“Ele repetia ‘caia na real’, e começou a tocar seus genitais. Ele tentou me beijar com as minhas mãos ainda empurrando seu peito e eu disse ‘cara, você está viajando’, tentando deixar claro que eu não estava interessada”, disse uma das supostas vítimas do presidente americano.

Karena Virginia, que não conhecia o republicano antes do incidente em que o acusa, afirma que, enquanto esperava por um carro fora do local onde é disputado o torneio de tênis U.S. Open, Trump foi até ela e segurou seu seio, o que a deixou sem reação, e foi quando o mandatário americano indagou: “você não sabe quem eu sou?”.

Jessica Drake, atriz pornô e educadora sexual, outra mulher que o acusa de assédio, disse que, após recusar um convite de Trump para jantar e também para uma festa, ele a questionou: “o que você quer? Quanto custa?”, insinuando que a mulher era de uma prostituta.

Um áudio de 2005, vazado durante o período que antecedeu as eleições, mostra o agora presidente americano afirmando, em linguagem vulgar, que “quando você é uma estra você pode fazer qualquer coisa”, inclusive pegar as mulheres pelas genitálias. Após isso, ele se disse errado e se desculpou publicamente sobre os comentários, afirmando que “nunca disse que era perfeito”.

Trump negou todas as acusações de assédio que recebeu e, durante a corrida presidencial, se disse “vítima” de campanhas difamatórias.