Trump volta a ameaçar o Brics e diz que bloco ‘acabará rapidamente’ se avançar com moeda própria

Presidente dos Estados Unidos reiterou que taxará em 10% qualquer país que se alinhar a ‘políticas antiamericanas’ e ironizou a cúpula esvaziada do grupo realizada no Rio de Janeiro

  • Por da Redação
  • 18/07/2025 18h44
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Francis Chung/Pool/EFE/EPA O czar de criptomoedas da Casa Branca, David Sacks (à dir.), discursa enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, observa, durante cerimônia de sanção de uma lei sobre criptomoedas, no Salão Leste da Casa Branca, em Washington O czar de criptomoedas da Casa Branca, David Sacks (à dir.), discursa enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, observa, durante cerimônia de sanção de uma lei sobre criptomoedas, no Salão Leste da Casa Branca, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar o grupo de países do Brics nesta sexta-feira (18), reafirmando a ameaça de impor uma tarifa de 10% a todos os integrantes do bloco, caso sigam adiante com a criação de uma moeda comum para substituir o dólar em transações internacionais. Durante evento sobre criptomoedas, Trump acusou o Brics de tentar enfraquecer a liderança global da moeda americana. “Quando ouvi falar desse grupo dos Brics, basicamente seis países, fiquei muito, muito chateado. E se eles realmente se formarem de forma significativa, isso acabará muito rápido”, afirmou.

Ele não detalhou quais medidas tomaria, mas reiterou que está comprometido em preservar a hegemonia do dólar. A declaração ocorre poucos dias após a cúpula do Brics no Rio de Janeiro, que reuniu representantes de países emergentes como Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Trump ironizou o encontro, dizendo que “quase ninguém apareceu” por medo da taxação.

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O presidente norte-americano também publicou em sua rede social, o Truth Social, que “qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas do Brics pagará uma tarifa adicional de 10%. Não haverá exceções a esta política”. O governo brasileiro é um dos principais defensores da proposta de uma moeda comum para o comércio entre os países do bloco. Em resposta às ameaças anteriores de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a postura do norte-americano, classificando-a como “irresponsável” e “pouco séria”.

Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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