Vaticano recusa convite de Trump para integrar ‘Conselho da Paz’

O cardeal Pietro Parolin afirma que, no âmbito internacional, ‘é a ONU que administra as situações de crise’ 

  • Por Jovem Pan
  • 18/02/2026 08h26 - Atualizado em 18/02/2026 08h33
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Andreas Solaro / AFP Francesco Di Nitto (à esquerda), embaixador da Itália junto à Santa Sé, despede-se do cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, após uma cerimônia que marcou o 97º aniversário do Pacto de Latrão com o Vaticano, em Roma, em 17 de fevereiro de 2026. (Foto de Andreas Solaro / AFP) Francesco Di Nitto (à esquerda), embaixador da Itália junto à Santa Sé, despede-se do cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, após uma cerimônia que marcou o 97º aniversário do Pacto de Latrão com o Vaticano, em Roma. 

O Vaticano não participará do “Conselho da Paz”, órgão internacional promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (17) o secretário de Estado da Santa Sé.

O conselho, presidido por Trump, foi inicialmente concebido para supervisionar a trégua em Gaza e a reconstrução do território após a guerra entre o Hamas e Israel.

Mas seu propósito evoluiu para incluir a resolução de todos os tipos de conflitos internacionais, aumentando os temores de que o presidente americano queira criar um concorrente das Nações Unidas.

O cardeal Pietro Parolin afirmou que o Vaticano não se envolverá no “Conselho da Paz” de Trump e enfatizou o papel da ONU. “Para nós, existem algumas questões críticas que precisam ser resolvidas”, declarou.

Parolin não especificou quais são essas questões, mas ressaltou que “no âmbito internacional, acima de tudo, é a ONU que administra essas situações de crise”.

Desde que Trump lançou seu “Conselho da Paz” no Fórum Econômico Mundial em Davos, em janeiro, pelo menos 19 países assinaram sua carta de fundação.

Os membros permanentes devem contribuir com US$ 1 bilhão (R$5,22 bilhões) para ingressar no órgão, o que, segundo críticos, pode transformá-lo em uma versão “paga” do Conselho de Segurança da ONU.

*Com AFP

 

 

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