Vice-ministro da Saúde do Irã é diagnosticado com coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 25/02/2020 13h23
EFEPara ajudar as autoridades do Irã na aplicação das medidas de contenção, a OMS decidiu enviar uma missão científica ao país

O Irã já é o segundo país com maior número de mortes causadas pela Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Pelo menos 15 pessoas já morreram e 95 estão infectadas — entre elas o vice-ministro da Saúde e um deputado.

Nesta terça-feira (25), o vice-ministro, Iraj Harirchi, gravou um vídeo para confirmar que havia sido diagnosticado com a doença. “Desde ontem eu tinha febre, e o primeiro exame que fiz ontem à noite deu positivo. Então, estou isolado”, admitiu o integrante do governo, que também revelou que a contraprova apresentou o mesmo resultado.

Outro que revelou ter contraído a Covid-19 foi o deputado reformista Mahmud Sadeqi, que se manifestou pelo Twitter. O político se mostrou pessimista e garantiu ter “poucas esperanças” de sobreviver.

Para ajudar as autoridades do Irã na aplicação das medidas de contenção necessárias, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu enviar uma missão científica ao país. A expectativa era de que o grupo de especialistas desembarcasse ainda nesta terça.

Dados questionáveis

De acordo com a OMS, na cidade de Wuhan, na China, onde a epidemia foi originada, a taxa de mortalidade era de 2,4% por infectado — índice que, em outras regiões do gigante asiático era de 0,7%.

No Irã, por sua vez, caso os números divulgados pelo governo sejam reais, a taxa de mortalidade é de 15%. Isso apontaria para uma incorreção nos dados oficias. O diretor da Universidade de Ciências Médicas da cidade de Mashad, Mohamad Yavad Dehqan Nayeri, justificou o índice alto de mortes por paciente ao fato de só serem conhecidas as pessoas que estão na fase avançada e grave da Covid-19.

Nesta segunda-feira (24), nas redes sociais, circulou uma suposta carta assinada pelo ministro da Saúde, Said Namaki, em que apresentava a renúncia pela rápida propagação do coronavírus.

O texto apontava que 468 pessoas morreram no Irã, e os infectados chegavam a 9.761. O titular da pasta, no entanto, negou o conteúdo e a entrega do cargo.

*Com informações da EFE