Youtuber cubana é presa durante entrevista ao vivo

Influenciadora tem aproximadamente 33 mil inscritos e foi interrompida enquanto falava sobre os protestos contra o governo que acontecem em Cuba desde o fim de semana

  • Por Jovem Pan
  • 13/07/2021 19h39 - Atualizado em 13/07/2021 20h27
Reprodução/Instagram @dinastars_Questionada se estava sendo presa, a jovem disse não saber

A youtuber cubana Dina Stars foi detida durante uma entrevista ao vivo para um canal espanhol nesta terça-feira, 13. A influenciadora deixou o programa Todo Es Mentira, do canal Cuatro, depois de ir atender a porta e voltar dizendo que precisaria acompanhar os policiais. “Eu torno o governo responsável de qualquer coisa que acontecer comigo”, afirmou Stars antes de deixar a transmissão ao vivo. Ao ser questionada se estaria sendo presa, a jovem disse não saber. Os colegas de apartamento da youtuber confirmaram a veículos internacionais que ela foi detida e pediram apoio. A youtuber, que tem aproximadamente 33 mil inscritos, foi interrompida enquanto falava sobre os protestos contra o governo que acontecem em Cuba desde o fim de semana.

Profissionais são reprimidos pela polícia

Três profissionais de comunicação a serviço de jornais espanhóis foram vítimas de repressão do governo cubano desde o início dos protestos contra o governo. No domingo, um videojornalista da Agência Press teve seu equipamento quebrado por um grupo de apoiadores do presidente Miguel Díaz-Canel. Um fotojornalista do mesmo grupo de comunicação precisou ser hospitalizado após sofrer ferimentos no nariz e no olho por parte da polícia cubana. Ambos passam bem. Nesta terça-feira, 13, o ministro de Relações Exteriores da Espanha, Jose Manuel Albares, usou as redes sociais para pedir a libertação imediata da jornalista Camila Acosta, detida na segunda-feira, 12. Mesmo com o testemunho das agressões em vídeos e fotos, o presidente do país fez pronunciamento oficial ontem negando qualquer tipo de repressão nas manifestações, fala considerada como uma “retórica inflamatória de guerra e confronto” pela Anistia Internacional, para quem o discurso do governo cubano gera “um ambiente violento contra quem cobra prestação de contas e o livre exercício de seus direitos”.