Zelensky condena ataques russos a maternidade e volta a pedir zona de exclusão aérea na Ucrânia
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, condenou o ataque russo a uma maternidade em Mariupol ocorrido nesta quarta, 9, e voltou a pedir que a Otan estabeleça uma zona de exclusão aérea sobre seu país nesta quarta, 9, durante uma entrevista ao canal de televisão britânico ‘Sky News’. De acordo com Zelensky, o ataque ao hospital prova que a Rússia deseja cometer um genocídio de ucranianos. “Um hospital infantil, uma maternidade. Como eles ameaçaram a Federação Russa? O que é este país, a Federação Russa, que tem medo de hospitais, maternidades e os está destruindo? Havia pequenos banderovitas [seguidores de Stepan Bandera]? As mulheres grávidas iam atirar em Rostov? Alguém na maternidade humilhou os falantes de russo? Ou foi a desnazificação de um hospital?”, questionou o presidente ucraniano.
“Europeus, ucranianos, moradores de Mariupol, temos que nos unir para condenar a Rússia por este crime que reflete todo o mal que os invasores trouxeram sobre nós, em todas as cidades destruídas: Volnovakha, Izyum, Kharkiv, Chernihiv, Okhtyrka, Borodyanka, Hostomel, Zhytomyr e dezenas de nossas cidades ucranianas que nunca representaram nenhuma ameaça para a Rússia”, disse ele. “Hospitais e escolas estão destruídos. Igrejas e edifícios comuns são destruídos. Pessoas são mortas. Crianças são mortas. O bombardeio aéreo em um hospital infantil é a prova definitiva de que o genocídio de ucranianos está acontecendo”, completou.
Zelensky ainda criticou a Otan por se recusar a estabelecer uma zona de exclusão aérea – o que significaria que a aliança militar poderia derrubar qualquer avião russo no céu ucraniano. “No futuro será tarde demais. Acreditem, se continuar assim, verão como eles vão acabar fechando o céu, mas vamos perder milhões de pessoas. Não podemos parar isso sozinhos, isso só acontecerá se o mundo se unir em torno da Ucrânia”, disse Zelensky. Segundo ele, os aliados da Otan deveriam “pedir desculpas” aos ucranianos que perderam seus filhos por “não terem feito isso ontem, há uma semana”. A Otan acredita que estabelecer uma zona de exclusão aérea levaria a confrontos diretos de suas forças com as da Rússia e a uma possível escalada do conflito.
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