Zelensky anuncia reunião com Trump após envio de novo plano de paz a Moscou

Proposta de 20 pontos sugere congelamento do front sem exigir renúncia oficial à Otan; Kremlin confirma contato com os EUA e continuidade do diálogo

  • Por Jovem Pan
  • 26/12/2025 08h53 - Atualizado em 26/12/2025 09h55
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EFE/EPA/PRESIDENTIAL PRESS SERVICE trump e zelensky Zelensky e Trump devem debater cessar-fogo no domingo em meio a ofensiva russa

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse nesta sexta-feira (26) que se reunirá em breve com seu homólogo americano, Donald Trump, como parte dos esforços para tentar acabar com o conflito com a Rússia. “Concordamos com uma reunião do mais alto nível com o presidente Trump, em um futuro próximo. Muita coisa pode ser decidida antes do Ano Novo”, escreveu Zelensky nas redes sociais.

O anúncio ocorre após a última rodada de negociações entre as delegações de Washington e Kiev ter resultado em um plano atualizado de 20 pontos para encerrar a guerra, que foi enviado para a análise de Moscou.

A nova versão da proposta promovida por Trump prevê o congelamento da frente de batalha e elimina a exigência para que a Ucrânia renuncie oficialmente à aspiração de integrar a Otan, antecipou Zelensky esta semana. Contudo, é improvável que Moscou abandone suas exigências territoriais, incluindo a de que a Ucrânia se retire completamente da região do Donbass.

Além disso, a Rússia insiste que as ambições da Ucrânia de aderir à Otan representam uma linha vermelha.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, indicou nesta sexta-feira que “houve um contato telefônico” entre russos e americanos, mas não revelou detalhes, alegando que “a divulgação das informações poderia prejudicar o processo de negociação”. “Concordamos em prosseguir com o diálogo”, acrescentou em uma conversa com vários meios de comunicação, incluindo a AFP.

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Na quinta-feira (25), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que os avanços para acabar com o conflito eram “lentos, mas constantes”.

*Com informações da AFP
Publicado por Nícolas Robert

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