“Não é difícil vender o Brasil”, diz embaixador brasileiro presente em Davos

  • Por Jovem Pan
  • 19/01/2017 10h44
Rio de Janeiro - O presidente da Apex-Brasil e embaixador, Roberto Jaguaribe fala durante cerimônia de abertura da Casa Brasil no Pier Mauá, na zona portuária da capital. (Tomaz Silva/Agência Brasil)Roberto Jaguaribe

Diante da crise econômica que assolou o Brasil, o País chega a um momento que tenta passar ao resto do mundo que já a reverteu, de modo a conseguir mais investimentos internacionais e até mesmo no âmbito doméstico. Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, o embaixador brasileiro em Pequim e presidente da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, afirmou que a percepção é positiva.

“Há uma percepção real de mudança. As pessoas estão com convicção de que as coisas mais nefastas ficaram para trás e que esse será o ano da retomada do crescimento. Todos com quem conversei manifestaram a confiança de que as piores coisas da crise econômica ficaram para trás. Há um clima geral de otimismo em relação ao Brasil”, disse.

Segundo o embaixador, que está presente no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, “não é difícil vender o Brasil”. Ele explicou que os investidores observam que o País tem uma economia de relevância.

“Interlocutores mostram interesse e vontade de ativar o que tem no Brasil. A característica do Brasil já é antiga e mostra a resiliência e relevância do País”, ressaltou.

Operação Lava Jato

Autoridades e especialistas reunidos no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, fizeram elogios e prestaram homenagens à Operação Lava Jato.

A ação liderada por procuradores brasileiros foi exibida na convenção como “um exemplo mundial de combate à corrupção”.

A força-tarefa foi citada como um sinal de avanço institucional na América Latina e como caso bem-sucedido de aplicação da lei contra políticos e empresários.

Roberto Jaguaribe reiterou o elogio e disse que o impacto da operação é “relevante e evidencia a resiliência da democracia brasileira”.