Netanyahu agradece veto dos EUA a resolução contra Oriente Médio nuclear
Jerusalém, 24 mai (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, telefonou neste fim de semana ao secretário de Estado dos EUA, para agradecer o veto americano a uma resolução que pretendia pôr um prazo para fazer do Oriente Médio uma zona livre de armas nucleares.
O chefe do governo israelense transmitiu a Kerry seu agradecimento a ele e ao presidente americano, Barack Obama, pela postura americana contra a resolução, apresentada na conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), celebrado recentemente em Nova York, informou hoje a assessoria de comunicação de Netanyahu.
“Os Estados Unidos mantiveram seu compromisso com Israel de impedir uma resolução sobre o Oriente Médio que individualizaria Israel e ignoraria seus interesses de segurança e as ameaças que sofre em uma região cada vez mais turbulenta”, disse a nota.
No documento Netanyahu também agradeceu ao Reino Unido e ao Canadá por votarem contra a iniciativa, que considerou um “esforço diplomático contra Israel”.
Além disso, assinalou que o controle de armas e a segurança regional deve ser analisada através de um enfoque gradual que aposte na construção de medidas de confiança, além de um diálogo direto entre estados no Oriente Médio.
“A paz, o reconhecimento mútuo e a reconciliação são essenciais para um progresso sério no controle armamentício”, acrescentou a nota, divulgada após o fim da jornada sabática e da festa judaica de shavuot, em que os dirigentes do país não fazem declarações nem participam de atos oficiais.
Sexta-feira a conferência do TNP foi encerrada após quatro semanas de negociações sem chegar a um acordo final, por causa das profundas diferenças sobre a possível criação de uma zona livre de armas atômicas no Oriente Médio.
Os Estados Unidos explicaram no encerramento da conferência que não podiam apoiar a minuta final, que determinava a realização antes de março de 2016 de uma conferência para impulsionar uma zona livre de armas nucleares no Oriente Médio, postura que foi seguida pelo Reino Unido e pelo Canadá.
Israel nunca confirmou nem desmentiu ter armas nucleares, e não é um país signatário do TNP, porque sempre estabeleceu como condição chegar antes à paz com o Irã e os países árabes.
Uma eventual zona livre de armas nucleares no Oriente Médio se somaria a outras já em vigor, como as que existem na América Latina, na África, no Pacífico Sul, na Antártida e na Ásia Central. EFE
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