Netanyahu reprova “silêncio” de comunidade internacional após ataques de Gaza

  • Por Agência EFE
  • 07/06/2015 14h06
ISR - ISRAEL/TURQUIA/FLOTILHA HUMANITÁRIA - INTERNACIONAL - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concede coletiva em seu escritório em Jerusalém, neste domingo (23). O ataque realizado por forças israelenses em 2010 contra uma flotilha que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza está de acordo com a lei internacional, afirmou um relatório sobre o tema divulgado neste domingo pelo governo de Israel. O documento sustenta que o bloqueio naval realizado no enclave palestino também é legal, segundo a lei internacional. 23/01/2011 - Foto: DEBBIE HILL/POOL/ASSOCIATED PRESS/AEBenjamin Netanyahu

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reprovou neste domingo (07) que a comunidade internacional não tenha condenado os últimos ataques esporádicos com projéteis da Faixa de Gaza contra o sul de Israel.

“Israel considera o Hamas responsável por todos os disparos da Faixa de Gaza contra nosso território. Ainda não ouvi ninguém na comunidade internacional condenar o disparo, nem a ONU disse uma palavra”, declarou ao início do conselho de ministros.

De acordo com Netanyahu, “seria interessante ver se o silêncio continua quando empregamos toda nossa força para manter o direito a defender-nos”.

O grupo salafista em Gaza próximo ao Estado Islâmico (EI) que se responsabilizou hoje pelo disparo de um projétil ontem à noite contra território israelense é a mesma facção que na segunda-feira passada assumiu a autoria do lançamento de outros dois projéteis, sendo que nenhum deles deixou vítimas.

Em resposta a ambos casos, a aviação israelense atacou de madrugada alvos em Gaza, que também não provocaram vítimas.

Nas últimas duas semanas se registrou o disparo esporádico de projéteis de Gaza, particularmente de facções simpatizantes com o EI que buscam desafiar o Hamas rompendo o cessar-fogo estabelecido na área desde o final de agosto do ano passado.

Netanyahu também se referiu à campanha israelense para fazer frente de maneira ativa aos movimentos pró-boicote tanto no país como no exterior.

“Contra as tentativas de atacar Israel com mentiras, falsas acusações e boicote, devemos unir-nos, direita e esquerda, para repelir a pressão, expor as mentiras e atacar àqueles que nos atacam”, concluiu.