Nível do Cantareira chega a 5,5% e segunda cota do volume morto pode ser antecipada

  • Por Jovem Pan
  • 09/10/2014 08h27

O nível do Cantareira chegou a 5,5% à possibilidade da Sabesp antecipar a retirada da segunda cota do volume morto. Há 15 dias, o estado de São Paulo calculou que a reserva técnica abasteceria São Paulo até 21 de novembro, mas a queda acentuada obriga a empresa a rever estratégias.

O governo quer usar a segunda cota do volume morto e os ministérios público federal e estadual ajuizaram ação para limitar a retirada da água do Cantareira. O professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da USP, José Carlos Miérzwa, afirmou a Thiago Uberreich que há poucas alternativas.

*Ouça os detalhes no áudio

A integração de mananciais, citada pelo professor, é a forma de compensar o fornecimento de água a partir de outros sistemas, preservando o Cantareira.

A presidente da Sabesp, Dilma Pena, defendeu a retirada da reserva técnica e disse a Victor La Regina que o procedimento vai entrar para os livros de história.

Dilma acredita que o esforço em retirar a reserva merece respeito, porque tais obras não são vistas pela sociedade.

A dirigente diz ainda que o número de reclamações por falta de água na região metropolitana de São Paulo é menor do que o registrado em 2013.