No dia da independência, presidente da Tunísia pede unidade contra terrorismo

  • Por Agencia EFE
  • 20/03/2015 15h11

Túnis, 20 mar (EFE).- O presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi, em discurso comemorativo pelo 59º aniversário da Independência do país, pronunciado no palácio presidencial de Cartago, convocou a população a “intensificar os esforços” na “guerra contra o terrorismo”.

O chefe de Estado afirmou que o país “enfrenta uma verdadeira guerra contra o terrorismo, que torna imperativa uma união nacional pela seriedade do perigo, que exige vigilância de todas as partes: Segurança Nacional, Forças Armadas, partidos políticos e sociedade civil”.

Essebsi acrescentou que é “preciso acelerar a adoção de uma lei de luta contra o terrorismo”, para “aplicá-la com vigor na proteção de todos os setores do país”.

Na quarta-feira, uma ação terrorista em Túnis, assumida pelo grupo Estado Islâmico (EI), deixou 23 mortos, dos quais 18 eram turistas estrangeiros.

Essebsi ressaltou que o 59º aniversário da independência da Tunísia, que era uma colônia da França, ocorre após a aprovação de uma nova Constituição e a realização em 2014 de eleições legislativas e presidenciais “transparentes e pluralistas”.

Segundo o presidente, será iniciado uma “política de reformas” com o objetivo de “coroar o processo de transição democrática”.

Em referência ao regime de Zin el Abidin Ben Ali, deposto pelas revoltas populares de 2011, Essebsi afirmou que seu governo “excluiu toda forma de democracia, abriu o caminho para o despotismo, a corrupção e a repressão de forças políticas, sindicatos e defensores de direitos humanos, assim como para a tortura e o exílio”.

Em 20 de março de 1956 foi assinado o protocolo de independência do até então território colonial tunisiano, que em 1954 tinha proclamado seu autogoverno.

Apesar de inicialmente ter sido estabelecido uma monarquia constitucional no país, em 1957 proclamou-se a República, com Habib Bourguiba, um dos grandes heróis da independência tunisiana, como seu primeiro presidente. EFE