Nova direção do Municipal promete espetáculos na periferia de SP

  • Por Estadão Conteúdo
  • 05/01/2017 13h46
SP - JOÃO DORIA/GESTÃO/TEATRO MUNICIPAL - GERAL - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e o Secretário de Cultura, André Sturm, participam da coletiva sobre a nova gestão do Theatro Municipal, na sede da prefeitura, no centro da capital paulista, nesta quinta-feira (5). 05/01/2017 - Foto: FáBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDOJoão Doria e André Sturm

Com nomes de peso na direção, como o bailarino Ismael Ivo na direção artística do Balé da Cidade e Roberto Minczuk na regência, a “cara” do Teatro Municipal da gestão João Doria (PSBD) foi apresentada na manhã desta quinta-feira (5). O secretário da Cultura, André Sturm, anunciou alguns programas planejados a partir de fevereiro, com destaque para um deles chamado “Música no Cinema”. 

Sturm, Doria e o novo diretor cultural do teatro, Cleber Papa, anunciaram ainda a criação de um departamento de acompanhamento para o Municipal para fiscalizar as contas da entidade, alvo de um escândalo que desviou, segundo o Ministério Público Estadual, ao menos R$ 18 milhões da entidade no ano passado. 

“O caso ali era uma pessoa que decidiu agir incorretamente. A coisa só chegou nesses valores porque não tinha ninguém olhando”, disse Sturm. Ele pretende, no entanto, manter o esquema de terceirização da administração do Municipal por organizações sociais, mas afirmou que deve promover mudanças a partir de junho, quando vence o contrato com a empresa que atualmente executa o serviço. 

Programação

A proposta do “Música no Cinema” é popularizar o teatro para atrair mais público. “Tem muita gente que conhece música só por causa de filmes”, disse Sturm. “As pessoas conhecem A Cavalgada das Valquírias (de Richard Wagner) como a música do Apocalypse Now (filme do diretor Francis Ford Coppola).” 

A primeira programação se chamará Kubrick no Cinema – à frente do Museu da Imagem e do Som (MIS), Sturm organizou uma exposição Stanley Kubrick que bateu recorde de público. 

O regente Minczuk destacou, no entanto, que a programação clássica não será deixada de lado. 

Sturm faz falou também sobre a proposta de levar espetáculos menores do municipal para bairros mais afastados do Centro. “Vamos usar as 52 bibliotecas da cidade. Podemos fazer um solo, um duo, um quarteto…” 

Parcerias

Com o orçamento menor para este ano, cerca de R$ 18 milhões, a gestão Doria pretende buscar parcerias com bancos para financiar a programação e estudas para aumentar as receitas próprias da entidade. Mas nenhum funcionário deve ser demitido.