Novo indicador oficial eleva o desemprego no Brasil ao 7,4 %

  • Por Agencia EFE
  • 17/01/2014 12h06

Rio de Janeiro, 17 jan (EFE).- O desemprego no Brasil aumentou para 7,4% da população ativa no segundo trimestre de 2013, segundo um novo indicador oficial, publicado nesta sexta-feira pela primeira vez e que substituirá as velhas estatísticas de emprego.

A nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), de periodicidade trimestral, é mais ampla e detalhada que o indicador antigo, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), publicada mensalmente e que coloca a taxa de desemprego em 4,6% em novembro passado.

Ambas as estatísticas, elaboradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são consideradas “oficiais” e conviverão até dezembro de 2015, quando serão deixadas de publicar a PME, segundo disse à Agência Efe uma porta-voz deste organismo estatal.

A PNAD Contínua é elaborada com base em recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e é realizada com pesquisas com famílias em 3.500 dos 5.500 municípios do país, enquanto a PME só contabilizava os dados das seis maiores cidades brasileiras.

Segundo as novas estatísticas, o desemprego se situou no segundo trimestre de 2013 em 7,4%, enquanto no primeiro trimestre era de 8%, segundo um comunicado.

Como comparação, a PME considerava que o desemprego era de 6% em junho e de 5,7% em março, segundo os dados divulgados na época pelo IBGE.

A população ocupada se manteve praticamente estável e chegou a 90,6 milhões de pessoas, 56,9% do total do país, enquanto a desocupada diminuiu para 7,3 milhões, graças à queda do desemprego no segundo trimestre.

Segundo o estudo, 12,4% dos empregados são funcionários públicos, 50,7% estão no setor privado e 6,6% eram trabalhadores domésticos.

Um total de 76,4% dos empregados do setor privado tinham contratos formais, o que representa um aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

O IBGE informou que no futuro pretende diminuir a defasagem da publicação dos dados da PNAD Contínua e que ainda está sendo estudada a possibilidade de divulgá-la mensalmente. EFE