Novo terremoto de magnitude 7,4 é sentido no Nepal; ao menos 24 morreram

  • Por EFE
  • 12/05/2015 07h09

Escultura em templo nepalês durante celebração do aniversário de Buda. Preocupados com a situação pós-terremotoEscultura em templo nepalês durante celebração do aniversário de Buda

Um novo terremoto, de magnitude 7,4 na escala Richter, sacudiu nesta terça-feira (12) o Nepal e teve seu epicentro registrado a nordeste de Katmandu, a mesma região que foi a mais afetada pelo sismo do último dia 25, e foi seguido de três réplicas, uma delas de magnitude 6,3, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Ao menos 24 pessoas morreram.

O Ministério do Interior do Nepal também informou através do Twitter de um tremor com epicentro entre Dolakha e Sindhupalchowk, sendo que esta última localidade foi onde ocorreram mais de um terço das 8 mil mortes registradas até agora por consequência do terremoto do dia 25.

As autoridades nepalesas indicaram, no entanto, que a intensidade do terremoto foi de 7,1 na escala Richter.

O USGS, por sua vez, reportou que o epicentro do mesmo foi a 22 quilômetros a sudoeste da cidade chinesa de Zham.

Essa mesma entidade informou que após o novo terremoto se produziram, no lapso de 30 minutos, três réplicas de magnitudes 5,6, 5,3 e 6,3, todas elas localizadas a noroeste de Katmandu.

O terremoto também pôde ser sentido no norte da Índia e em Bangladesh.

O Nepal ainda tenta se recuperar do terremoto de magnitude 7,9 que atingiu o país no dia 25 de abril, deixando mais de 8 mil mortos, mais de 15 mil feridos e dezenas de milhares de casas danificadas.

As autoridades do Nepal, em colaboração com organizações internacionais, tentam levar ajuda às famílias nas regiões do Vale de Katmandu, onde a maior parte das vítimas foram contabilizadas até o momento, além de fazer com que alimentos e apoio médico cheguem aos locais mais afastados.

O terremoto de 25 de abril foi o de maior magnitude a sacudir o Nepal em 80 anos e o pior na região do Himalaia em uma década. Em 2005, outro terremoto deixou mais de 84 mil mortos na região da Caxemira.