Número de mortos por tumulto em Meca chega a 2.110, o pior acidente da história

  • Por Agência Estado com EFE
  • 19/10/2015 13h17
EFE Mais de 700 morrem pisoteado em tumulto nas poroximidades de Meca

O tumulto ocorrido durante a peregrinação a Meca, conhecida como hajj, no dia 24 de setembro, deixou ao menos 2.110 peregrinos mortos, segundo os números comunicados por 31 países, o que o converteria na catástrofe mais mortífera da história do hajj.

As autoridades da Arábia Saudita não voltaram a comunicar nenhum balanço de vítimas desde o dia 26 de setembro, quando indicaram que 769 peregrinos haviam morrido e 934 tinham se ferido. Uma investigação sobre as causas da tragédia está em curso.

O acidente mais mortífero durante o hajj tinha sido em 1990, quando 1.426 pessoas morreram. A fonte é a agência Associated Press.

Outro número. Ainda bem maior…

Na semana passada, a Agência EFE revelou que elo menos 1.757 peregrinos morreram e 554 continuavam desaparecidos como consequência da correria que houve na cidade santa saudita de Mecadurante a peregrinação anual ou “Hajj”. Os dados oficiais foram apurados com autoridades de vários países.

Esse número mais do que dobra o oficial oferecido pelas autoridades da Arábia Saudita, encarregadas da organização do “Hajj”, que anunciaram, então, que 769 pessoas morreram e 934 ficaram feridas.

Esses dados oficiais não foram atualizados, mas os países que tinham seus cidadãos participando da peregrinação foram atualizando o número de mortos e desaparecidos na tragédia de Meca, à medida que foram identificados os corpos. Desta forma, o incidente se transformou no pior ocorrido durante a peregrinação, já que o mais grave registrado até o momento tinha sido em 1990, quando 1.426 pessoas morreram durante este ritual muçulmano.

Mesmo assim, o número de vítimas é provisório e poderia aumentar à medida que cada o país descubra onde e como se encontram os desaparecidos, que em alguns casos são contatos por dezenas, como os nigerianos ou malineses.

No caso do Mali, o número poderia ser superior ao anunciado oficialmente já que as agências de viagem do país sustentam que o número de mortos chega a 140 e o de desaparecidos a 224. Por outro lado, devido às restrições impostas aos países onde há vírus do ebola, de outras nações, como o Mali, partiram peregrinos de várias nacionalidades que foram registrados como malineses, e por isso não se descarta que entre as vítimas anunciadas pelo governo em Bamaco houvesse peregrinos de Guiné e de Serra Leoa.

O país que registrou a maior quantidade de vítimas foi o Irã, com mais de 450 mortos, o que levou o país a fazer duras críticas a seu inimigo, a Arábia Saudita, pela gestão da crise.

Conforme as primeiras investigações, a aglomeração de fiéis e o descumprimento das instruções dadas causaram uma correria no cruzamento de duas ruas principais que levam à vizinha cidade de Mina, onde os peregrinos realizariam o ritual de “Apedrejamento do diabo”.

Estes são os dados oficiais levantados até o momento sobre as vítimas e os desaparecidos:

– Irã: 464 mortos.

– Egito: 182 mortos e 10 desaparecidos.

– Nigéria: 145 mortos e 165 desaparecidos.

– Indonésia: 127 mortos.

– Índia: 114 mortos e 10 desaparecidos.

– Paquistão: 99 mortos e 18 desaparecidos.

– Bangladesh: 92 mortos e 90 desaparecidos.

– Mali: 79 mortos e 100 desaparecidos.

– Níger: 69 mortos e 83 desaparecidos.

– Senegal: 61 mortos e 4 desaparecidos.

– Chade: 52 mortos e 50 desaparecidos.

– Benin: 51 mortos.

– Marrocos: 33 mortos e 6 desaparecidos.

– Etiópia: 31 mortos.

– Sudão: 30 mortos e 2 desaparecidos.

– Argélia: 25 mortos.

– Camarões: 21 mortos.

– Líbia: 14 mortos e 3 desaparecidos.

– Gana: 12 mortos.

– Burkina Fasso: 8 mortos.

– Somália: 8 mortos.

– Turquia: 7 mortos.

– Tunísia: 7 mortos.

– Quênia: 6 mortos.

– Ilhas Mauricio: 5 mortos.

– Tanzânia: 4 mortos.

– Afeganistão: 3 mortos e 5 desaparecidos.

– Nepal: 3 mortos.

– Jordânia: 2 mortos.

– Iraque: 1 mortos e 8 desaparecidos.

– Omã: 1 morto.

– Filipinas: 1 morto.