Número de pessoas que poderiam ter sido expostas a antraz nos EUA

  • Por Agencia EFE
  • 20/06/2014 15h18

Atlanta (EUA), 20 jun (EFE).- O número de trabalhadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos que poderiam ter sido expostos a antraz aumentou par 84 pessoas, nove mais do que os reportados inicialmente nesta quinta-feira, assinalou nesta sexta-feira a agência federal.

“Movimentamo-nos com rapidez para identificar aqueles que podem ter sido expostos e eles estão sendo atendidos. Até agora 84 foram identificados como que provavelmente expostos”, disse à Agência Efe Belsie González, porta-voz dos CDC.

González acrescentou que há outros dois casos mais sem confirmar de possível contato, por isso que o número poderia aumentar para 86.

Os trabalhadores poderiam ter sido contaminados devido a um erro no manejo do material biológico quando este ainda estava vivo em um dos laboratórios da entidade, segundo os CDC.

A agência, cuja principal missão é garantir a saúde pública, assinalou que está observando de perto os trabalhadores que podem ter sido afetados e lhes deu tratamento para minimizar o risco de complicações.

Apesar de o incidente ainda estar sob investigação, as autoridades assinalam que os funcionários teriam sido expostos ao antraz ao manipular amostras de material vivo que não tinham sido inativadas de forma adequada.

Os trabalhadores afetados pensaram que as mostras estavam inativas e não utilizaram o equipamento de proteção pessoal requerido nestes casos, assegurou a agência.

Apesar do alto risco de contaminação do agente químico, as autoridades não acreditam que este represente um risco para as pessoas alheias à agência.

O antraz (também conhecido como carbúnculo) pode infectar a pele, os pulmões e o sistema digestivo das pessoas que entram em contato com a substância e é considerado um dos agentes de terrorismo biológico de maior risco, de acordo com dados dos CDC.

A exposição acidental foi descoberta no dia 13 de junho quando as mostras de bactéria originais foram recolhidas para descartar e foram detectados rastros de bactéria viva que tinham sido distribuídas entre vários laboratórios dos CDC. EFE