Obama afirma que liderança de Rajoy melhorou a Espanha, mas que há desafios

  • Por Agencia EFE
  • 13/01/2014 21h25

Washington, 13 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou nesta segunda-feira que a “grande liderança” do chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, estabilizou a economia da Espanha e a colocou no caminho do crescimento, embora ainda permaneçam desafios pendentes como a redução do desemprego.

Obama fez o elogio a Rajoy hoje diante de jornalistas, depois de uma reunião entre ambos no Salão Oval e após a qual o presidente do governo espanhol destacou a evolução positiva da economia europeia e espanhola no último ano.

O presidente americano destacou os esforços da Espanha para deixar a crise para trás. Contudo, considerou que ainda há muito por fazer na Europa, e destacou que algumas medidas tomadas não são “populares”.

Segundo ele, Rajoy chegou ao poder na Espanha em um momento extremamente difícil as economias europeias e espanhola, e o parabenizou pelos grandes avanços conseguidos até estabilizar a economia, conseguir o crescimento, reduzir o déficit e voltar aos mercados financeiros “graças a sua grande liderança”.

Embora a Espanha tenha se estabilizado, Obama disse que persistem desafios como o desemprego. Ambos se comprometeram a seguir trabalhando de forma conjunta para conseguir uma maior estabilidade e criar empregos.

De acordo com Obama, uma forma de contribuir pode ser o acordo de livre comércio que será negociado entre a União Europeia e os Estados Unidos.

O presidente americano disse que a conversa reflete a grande amizade e aliança que existe entre os dois países. Segundo ele, há, neste momento, uma colaboração em matéria de segurança “que nunca foi tão forte”.

Nesse contexto, agradeceu a parceria da Espanha em operações militares contra o terrorismo, e disse que ambos abordaram a situação da Síria e Líbia e das grandes oportunidades que consideram que há na América Latina, onde constataram a consolidação da democracia e o livre mercado.

Mariano Rajoy, no entanto, destacou os grandes avanços da economia européia, e o fato de que hoje já não seja questionada à sobrevivência do euro nem se a Espanha necessita pedir um resgate. EFE