Obama afirma que mudança climática é a maior ameaça para novas gerações

  • Por Agencia EFE
  • 03/08/2015 18h19

Washington, 3 ago (EFE).- A mudança climática é a maior ameaça para as futuras gerações, destacou nesta segunda-feira o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao apresentar um plano para reduzir as emissões de carbono das centrais termoelétricas do país.

Em uma cerimônia na Casa Branca, o presidente também enfatizou que, de acordo com o Pentágono, os efeitos do aquecimento global já estão colocando em risco a segurança nacional dos EUA.

O chamado Plano de Energia Limpa apresentado hoje por Obama tem como objetivo diminuir em 32% as emissões de carbono das usinas termoelétricas americanas na comparação com os níveis de 2005.

Em seu discurso, o presidente afirmou que quase um terço da poluição total por carbono produzida pelo país é procedente dessas usinas. Ressaltou também que o programa é o passo mais importante tomado pelos EUA para combater a mudança climática.

Obama disse que governo federal dará “tempo e flexibilidade” para que os estados cumpram com a nova legislação estipulada pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente (EPA, na sigla em inglês).

“Temos apenas um lar, um planeta. Não há um plano B”, ressaltou o presidente americano ao admitir que um país sozinho não pode fazer o suficiente para frear o aquecimento global.

Com o Plano de Energia Limpa, os americanos complementam o compromisso assumido junto à ONU visando à conferência global sobre mudança climática, que será realizada em dezembro, em Paris.

A meta, formalizada em março, prevê que os EUA reduzirão as emissões de gases do efeito estufa entre 26% e 28% até 2025 na comparação aos níveis de 2005.

Obama também afirmou hoje que, como deixou claro o Papa Francisco em sua encíclica sobre a mudança climática, a luta contra esse problema mundial é “uma obrigação moral”.

O combate à mudança climática se transformou em uma das prioridades do segundo mandato de Obama. Alguns opositores republicanos continuam céticos sobre os efeitos do fenômeno e, inclusive, questionam a existência do aquecimento global.

Vários desses republicanos, entre eles alguns pré-candidatos à Casa Branca, a indústria do carvão e parte da comunidade empresarial consideram que as novas diretrizes da EPA para as termoelétricas destruirão milhares de empregos e vão tornar mais caros os custos de produção da energia. EFE