Obama afirma que revisão de programas de espionagem da NSA está quase pronta

  • Por Agencia EFE
  • 14/01/2014 17h06

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Washington, 14 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira que a revisão dos programas de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) revelados por Edward Snowden está quase pronta, a apenas três dias do discurso em que se espera que anuncie mudanças a respeito.

O final da revisão está “muito próximo” e as conclusões serão apresentadas “muito em breve”, confirmou Obama aos jornalistas antes de começar na Casa Branca uma reunião com seu gabinete.

O discurso em que Obama apresentará suas conclusões sobre os programas de espionagem da NSA acontecerá sexta-feira na sede do Departamento de Justiça em Washington.

Espera-se que presidente anuncie limitações à espionagem de líderes estrangeiros considerados “amigos” e mudanças no programa da NSA de compilação de registros telefônicos de milhões de americanos.

Obama se reuniu com altos funcionários de inteligência, legisladores e advogados desde que retornou de suas férias natalinas e analisou também um relatório elaborado por um comitê independente, que contém mais de 40 recomendações, entregue no final do ano passado.

As revelações de Snowden foram feitas em julho, depois de o jovem vazar a alguns veículos de comunicação detalhes sobre os programas de vigilância da NSA que grampearam milhões de dados de cidadãos.

O escândalo se tornou ainda maior quando a imprensa publicou que vários líderes estrangeiros poderiam ter sido vítimas também da espionagem, incluindo o grampo ao telefone celular da chanceler alemã, Angela Merkel.

A presidente Dilma Rousseff também foi espionada e fez duras críticas à isso em seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, além de cancelar uma visita de Estado a Washington que marcada para outubro de 2013.

O governo americano e o próprio Obama argumentaram que os programas da NSA respondem a uma estratégia de segurança nacional que contribuiu para combater a ameaça terrorista contra o país. EFE

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