Obama comemora superação de 7 milhões de inscritos em reforma da saúde

  • Por Agencia EFE
  • 01/04/2014 19h44

Washington, 1 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ressaltou nessa terça-feira que a inscrição de 7,1 milhões de pessoas nos seguros privados, dentro da reforma da saúde, é “um grande passo adiante”, e que não parecia possível há seis meses devido ao fiasco do lançamento do site Healthacare.

A reforma promulgada em 2010 é “boa para a economia e para o país, e não há razão para voltar atrás”, destacou Obama em discurso na Casa Branca, acompanhado do vice-presidente Joe Biden.

O anúncio de Obama sobre os 7,1 milhões de inscritos nos seguros médicos entre 1º de outubro e 31 de março foi seguido por uma prolongada ovação, igual quando afirmou categoricamente que “o debate sobre revogar a lei terminou. Esta lei está aqui para ficar”.

À meia-noite da segunda-feira venceu o prazo para contratar um seguro médico privado de acordo com os parâmetros da reforma da saúde sem correr risco de multa.

No entanto, na semana passada o governo anunciou uma extensão do prazo unicamente para quem já tiver iniciado o processo de contratação do seguro.

A reforma, considerada a maior conquista em política doméstica de Obama, “está fazendo o que deveria, está funcionando”, e fez com que o sistema de saúde americano se tornasse “muito melhor”, afirmou o presidente.

Obama admitiu que a aplicação da lei, que sofreu algumas mudanças e adiamentos, foi às vezes “desordenada e polêmica”, e não hesitou em afirmar que haverá “problemas adicionais” em sua implementação no futuro.

“A mudança é difícil. Regular o que está quebrado é complicado. Superar o ceticismo e o medo diante de algo novo é difícil”, refletiu o líder.

Hoje Obama, consciente da desastrosa abertura dos mercados de seguro, em novembro, foi muito crítico com os republicanos que querem eliminar a reforma.

“Por que há pessoas tão furiosas com o fato de as pessoas terem um seguro de saúde?”, questionou antes de alertar que a história não é “amável com os que negam aos americanos uma segurança econômica básica”. EFE