Obama considera “vital” fazer justiça e saber verdade sobre morte de Gray
Washington, 1 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que é “absolutamente vital que se saiba a verdade” sobre a morte de Freddie Gray em Baltimore e que seja feita justiça, depois de ser anunciado que a promotoria estadual apresentará acusações contra seis policiais envolvidos no possível homicídio do jovem negro.
“Acho que os habitantes de Baltimore querem a verdade mais do que qualquer outra coisa. É o que o país inteiro espera”, comentou o presidente americano depois de se reunir na Casa Branca com um grupo de jornalistas perseguidos, encontro realizado devido ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado em 3 de maio.
Ao lembrar que, por lei, não comenta sobre processos abertos, Obama argumentou que deve “ser feita a justiça” pela morte de Gray, que morreu no dia 19 de abril após passar uma semana em coma devido a uma lesão na coluna provocada durante sua prisão.
Em entrevista coletiva, a promotora estadual por Baltimore, Marilyn Mosby, disse nesta sexta-feira que Gray foi detido “ilegalmente” e que fará acusações contra seis agentes pelo possível homicídio do jovem de 25 anos, que não cometeu crime algum.
A investigação da promotoria determinou que Gray foi algemado nos punhos e nos tornozelos, colocado em uma viatura policial sem cinto de segurança, no chão, e não recebeu primeiros socorros, apesar de ter pedido atendimento médico.
Os indivíduos acusados “têm direito ao devido processo” para garantir “que o sistema legal funcione como deveria”, enfatizou Obama.
O presidente americano detalhou que o Departamento de Justiça está em contato com as autoridades de Baltimore (Maryland) para oferecer auxílio nas investigações.
A morte de Gray desencadeou uma onda de protestos em Baltimore que no dia de seu funeral, na segunda-feira, resultaram graves distúrbios por toda a cidade, a declaração do estado de emergência, a imposição de um toque de recolher desde terça-feira e centenas de prisões.
Obama pediu que qualquer novo protesto seja “pacífico” e lembrou o trabalho realizado pelo grupo de trabalho criado no ano passado, por causa da morte de dois homens negros desarmados a mãos de policiais em Ferguson (Missouri) e Nova York, para “construir confiança” entre os agentes do ordem e as comunidades afro-americanas.
O líder também se referiu aos “esforços” de seu governo para “dar mais oportunidades” aos jovens de minorias e de comunidades pobres. Há mais de um ano, Obama lançou uma iniciativa que busca melhorar o acesso à educação dos jovens latinos e negros. EFE
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