Obama defenderá direitos humanos e democracia na Cúpula das Américas
Washington, 6 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira que, na Cúpula das Américas de abril no Panamá, insistirá na defesa dos direitos humanos e na democracia em todo o continente, incluída Cuba.
A ilha foi convidada para participar da cúpula, e Obama disse hoje que quer aproveitar a reunião para pôr “o acento” na defesa da democracia, dos direitos humanos e da liberdade política.
Após sua reunião com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, na Casa Branca, Obama voltou a defender a decisão, anunciada em dezembro, de iniciar uma política “mais construtiva” em direção a Cuba com um processo para normalizar as relações diplomáticas bilaterais.
Peña Nieto felicitou Obama por essa decisão “audaz” e garantiu que o México “será um incansável promotor da boa vizinhança” entre EUA e Cuba.
“Oferecemos a disposição e a colaboração do México” para o processo de normalização das relações entre EUA e Cuba, detalhou Peña Nieto.
O Departamento de Estado revelou hoje que o governo de Cuba já libertou “alguns” dos 53 prisioneiros políticos que se comprometeu a pôr em liberdade como parte do acordo que permitiu a entrega de três espiões cubanos do grupo dos “Cinco” que estavam presos nos Estados Unidos e foram soltos em dezembro.
A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, se negou a dar detalhes sobre o número ou a identidade dos presos libertados porque o governo de Obama, que elaborou sozinho a lista dos 53 presos políticos, decidiu mantê-la em segredo.
O senador republicano Marco Rubio, de origem cubana, pediu hoje a Obama que cancelasse as conversas bilaterais previstas para este mês em Havana até que Cuba cumpra o compromisso de libertar os 53 prisioneiros.
A dissidente Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN) assinalou esta segunda-feira que em 2014 houve na ilha 8.899 detenções arbitrárias por motivos políticos, 2.500 mais que no ano anterior. EFE
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