Obama descarta envio de tropas à Somália e diz confiar em missão da ONU

  • Por Agencia EFE
  • 27/07/2015 11h22

Adis-Abeba, 27 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que seu governo não cogita enviar tropas a países como a Somália porque seus aliados regionais, neste caso Etiópia, Quênia e Uganda, estão mais do que capazes de liderar a luta antiterrorista no terreno com a ajuda dos EUA.

“Há uma complementariedade entre nossos exércitos. Nós dispomos de recursos que talvez eles não tenham, mas não temos que mandar nossos fuzileiros navais porque (etíopes, quenianos e ugandenses) são grandes lutadores”, disse Obama em entrevista coletiva junto com primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegn.

Obama lembrou que a relação dos EUA com estes países foi bastante bem sucedida, já que, graças a esta cooperação, foram capazes de reduzir a atividade do Al Shabab, embora atentados como o de ontem em Mogadíscio, que deixou pelo menos 10 mortos, demonstrem que a ameaça continua presente.

O presidente americano afirmou que “esta cooperação em matéria de segurança está conseguindo vencer o extremismo violento” e agradeceu a participação do governo etíope nas missões de paz da ONU, já que Etiópia é o maior contribuinte africano aos boinas azuis.

Neste sentido, também estendeu seu agradecimento aos outros países da região, pois entenderam a “importância da ameaça” de grupos terroristas como Al Shabab e fizeram grandes “sacrifícios” para derrotá-los.

Obama insistiu que os Estados Unidos continuarão colaborando com seus aliados regionais para melhorar as capacidades de seus exércitos e fez especial menção às Forças Armadas da Somália (SAF), que apesar das limitações conseguiram grandes avanços junto das tropas da Amison.

Na semana passada, uma força conjunta entre as SAF e a Amison conseguiu reconquistar duas cidades-chave para a ofensiva realizada há semanas para liberar as regiões de Bay e Gedo, no sudoeste do país.

A visita a Etiópia, um país muito questionado internacionalmente no âmbito dos direitos humanos, é a segunda e última etapa da viagem de Obama à África.

Obama fará amanhã um discurso na União Africana, se tornando o primeiro presidente americano a se dirigir a esta instituição. EFE