Obama diz a presidente turco que é preciso “terminar o trabalho” contra o EI

  • Por EFE
  • 04/09/2016 12h09
BVJ015. Hangzhou (China), 03/09/2016.- (L-R) US President Barack Obama, German Chancellor Angela Merkel, Kazakh President Nursultan Nazarbayev, Chinese President Xi Jinping and Turkish President Recep Tayyip Erdogan line up for a family photo pose for a family photo during the G20 Summit in Hangzhou, China, 04 September 2016. The G20 Summit is held in Hangzhou on 04 to 05 September. EFE/EPA/HOW HWEE YOUNGObama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, avaliou neste domingo o trabalho da Turquia para enfraquecer o Estado Islâmico (EI) na Síria e comunicou ao mandatário turco, Recep Tayyip Erdogan, que agora é preciso “terminar o trabalho”.

“Nossos exércitos, nossa aplicação da lei e a cooperação de inteligência ajudaram com que o EI retrocedesse, especialmente ao longo da fronteira entre Turquia e Síria. Mas agora temos que terminar o trabalho”, disse Obama a Erdogan, durante um encontro na cidade de Hangzhou, na China, onde hoje começa a cúpula do G20.

Obama e Erdogan também concordaram em continuar a promover uma “transição política pacífica” para a Síria, afirmou o presidente americano, durante o primeiro encontro entre ambos desde o fracassado golpe de Estado na Turquia, em julho.

O líder americano reiterou o apoio dos EUA à Turquia após o ocorrido, e garantiu que, “ao tomar as ruas para resistir à tentativa de golpe de Estado, o povo turco afirmou mais uma vez seu compromisso com a democracia”.

Além disso, ressaltou o compromisso dos Estados Unidos em “investigar (a tentativa golpista) e trazer à justiça os que tenham perpetrado estas ações ilegais”.

“Garanti (a Erdogan) que nossas instâncias judiciais e a equipe de segurança nacional continuarão cooperando com as autoridades turcas para determinar como nos asseguramos disso”, acrescentou.

Erdogan acusa o pregador residente na Pensilvânia (EUA) Fetullah Gülen como responsável pelo fracassado levante do dia 15 de julho, e pede a Washington que o extradite, o que voltou a fazer no encontro com Obama.

No entanto, Erdogan agradeceu o apoio oferecido pelos Estados Unidos após os incidentes de julho, e declarou que ambos são “parceiros estratégicos”.

A Síria foi o tema principal de discussão entre ambos os líderes, após a Turquia lançar uma ofensiva militar em 24 de agosto em coordenação com a coalizão antijihadista liderada pelos EUA e com o apoio de brigadas locais do Exército Livre Sírio (ELS).

Apesar de ambos combaterem juntos o EI, a Turquia também luta contra as milícias curdo-sírias das Unidades de Proteção do Povo (YPG), que recebem apoio dos Estados Unidos.

Além do encontro com Erdogan, Obama pode ter outra reunião extraoficial neste domingo com o presidente russo, Vladimir Putin, para discutir um possível cessar-fogo que permita introduzir mais ajuda humanitária na Síria.