Obama pede que massacre de Srebrenica seja chamado de genocídio

  • Por Agencia EFE
  • 11/07/2015 01h46

Washington, 10 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta sexta-feira (data local) que o massacre de mais de 8 mil homens muçulmanos em Srebrenica ocorrido em 1995 por forças servo-bósnias seja chamado de genocídio.

Em comunicado, Obama expressou seus melhores desejos às pessoas que se reunirão amanhã em Srebrenica para comemorar o 20º aniversário da tragédia e insistiu em chamá-la de genocídio, dois dias depois de a Rússia ter vetado uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que descrevia o massacre com essa palavra.

“Só reconhecendo totalmente o passado poderemos conseguir um futuro de reconciliação verdadeira e duradoura. Só fazendo com que os que perpetraram o genocídio prestem contas poderemos oferecer algum tipo de justiça para ajudar que os entes queridos das vítimas se recuperem”, disse o presidente.

“É só chamando o mal por seu nome que poderemos encontrar a força para poder superá-lo”, completou Obama.

Na última quarta-feira, a Rússia vetou uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que condenava o “genocídio” em Srebrenica, chamando a medida de “politicamente motivada” e acusando o texto de conter “informações distorcidas”.

Além do veto da Rússia, se abstiveram da votação os representantes da China, Venezuela, Angola e Nigéria.

Em 2007, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) declarou que o massacre ocorrido em Srebrenica foi um “genocídio”.

Obama pediu hoje que todos olhem para o que ocorreu na cidade com um olhar claro e aprender com aquele que foi “o maior massacre ocorrido na Europa em meio século”.

O líder americano encarregou Bill Clinton, presidente dos EUA na época do massacre, para liderar a delegação do país nos atos que serão realizados em memória pelo 20º aniversário da tragédia. EFE