OCDE elaborará relatório sobre compromissos financeiros da mudança climática

  • Por Agencia EFE
  • 07/09/2015 15h38

Paris, 7 set (EFE).- França e Peru, países que comandam as negociações para um acordo sobre a mudança climática em dezembro, pediram à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) um relatório para esclarecer os compromissos financeiros necessários à luta contra o fenômeno.

O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, anunciou nesta segunda-feira o trabalho encomendado a OCDE, que deve ser apresentado no início de outubro em Lima, durante a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) dedicada a analisar a dimensão econômica do aquecimento global.

Será uma espécie de recapitulação sobre o caminho percorrido no financiamento dos mecanismos de adaptação e mitigação do aquecimento global desde a cúpula de Copenhague, em 2009, e, sobretudo, terá como objetivo “estabelecer de forma incontestável”, os fundos comprometidos pelos poderes públicos, organismos financeiros internacionais e os atores privados, disse Fabius.

Com o relatório, o chanceler francês afirmou que será possível “tomar orientações” para cumprir o objetivo internacional, sobre o qual já há consenso, de que serão necessários US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 para combater a mudança climática.

Na apresentação à imprensa das conclusões da reunião ministerial de dois dias, preparatória para a cúpula de Paris em dezembro, Fabius reiterou que é preciso haver “uma grande clareza sobre os números e a metodologia” do financiamento.

Por outro lado, o ministro francês revelou que na primeira quinzena de novembro o país organizará uma nova conferência de ministros para abordar os temas que ainda estejam pendentes para chegar à cúpula com “um trabalho de fundo feito sobre o conjunto dos assuntos”.

Ele também explicou que os chefes de Estado serão convidados a participar da cúpula desde a abertura, de forma que façam um último impulso para anunciar o compromisso final no dia 11 de dezembro.

“Paris deve ser um ponto de inflexão na luta contra a mudança climática com um acordo universal vinculativo, que não resolverá todas as questões, mas estabelecerá mecanismos que permitam fazê-lo”, concluiu Fabius. EFE