OMS descarta declarar emergência sanitária mundial por coronavírus

  • Por EFE
  • 17/06/2015 09h34 - Atualizado em 19/03/2020 15h40
A passenger puts a masks on her son to prevent contracting Middle East Respiratory Syndrome (MERS) at the Incheon International Airport in Incheon, South Korea, June 14, 2015. A South Korean hospital suspended most services on Sunday after being identified as the epicentre of the spread of a deadly respiratory disease that has killed 15 people since being diagnosed in the country nearly four weeks ago. REUTERS/Kim Hong-JiPassageira coloca máscara no filho para se prevenir contra o vírus MERS no aeroporto da Coreia do Sul

O Comitê de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregado de avaliar a periculosidade da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) decidiu que, por enquanto, ela não constitui uma emergência sanitária de alcance internacional.

Os especialistas conversaram na terça-feira (17) em uma teleconferência pela nona vez desde que surto surgiu em 2012, e hoje a OMS informou das conclusões do encontro.

O mais relevante é que os cientistas consideram que as condições atuais não são as para se declarar uma emergência mundial, pois ainda não se comprovou que haja uma transmissão sustentada do vírus na comunidade, isto é, como o da gripe, que fica no ar ou que toda pessoa que entra em contato com um portador seja infectada.

O exemplo mais claro é o do surto da Coreia do Sul. Apesar do grande número de casos, a OMS acredita que pode ser controlado porque por enquanto todos os casos estão ligados a uma única cadeia de transmissão derivada do paciente que importou a doença do Oriente Médio.

Nesta manhã o governo coreano anunciou que o número de mortos desde a chegada do vírus ao país em meados de maio já chega a 20, e que o número total de casos é de 162, sendo que 90% deles sofriam de graves problemas de saúde.

O Comitê, no entanto, deixou claro que a fácil transmissão na Coreia de paciente a paciente se deveu à falta de conhecimento das equipes de saúde.

Os especialistas alertaram as deficientes medidas de controle e prevenção dos centros sanitários, a prática de visitar vários hospitais para ter segundas e terceiras opiniões, e a tradição dos familiares de acompanhar estreitamente os pacientes.

A Coreia do Sul é o segundo país onde foram registrados mais contágios depois da Arábia Saudita, onde o vírus foi detectado em 2012.

Desde então, o vírus infectou mais de 1.200 pessoas, com mais de 450 mortes.