Onda de ataques mata 23 no Iraque no aniversário da queda de Saddam

  • Por Agencia EFE
  • 09/04/2014 15h44

Bagdá, 9 abr (EFE).- Pelo menos 23 pessoas morreram nesta quarta-feira, entre elas um jornalista, e outras 113 ficaram feridas em uma série de ataques realizados em várias áreas do Iraque, informaram à Agência Efe fontes policiais e médicas.

Estes fatos ocorreram exatamente 11 anos depois da entrada na capital iraquiana das tropas americanas e da queda do regime do falecido ditador Saddam Hussein.

O ataque mais mortífero custou a vida de nove pessoas, entre elas um jornalista, após o bombardeio de alguns bairros de Faluja, 50 quilômetros ao oeste de Bagdá, a segunda maior cidade da província de maioria sunita de Al-Anbar.

Uma fonte da polícia informou que o domicílio do jornalista Hamam Mohammed, da televisão local “Al Taguier”, foi bombardeado por um morteiro, o que causou a morte do repórter e ferimentos em dois membros de sua família, além de danos materiais na casa.

Em Bagdá, seis veículos explodiram em cinco áreas distintas, entre elas Al Kazemiya (norte), com um saldo de sete mortos e 53 feridos.

Na província de Wasat, ao sul de Bagdá e de maioria xiita, o diretor de Saúde regional, Jabal al Yaseri, informou que quatro pessoas morreram e oito sofreram ferimentos na explosão de um carro-bomba na área de Al Hafariya.

Outros dois civis morreram e 24 ficaram feridos pela explosão de três carros-bomba, dois deles na área de Al Naamaniya e outro perto de um restaurante popular em Al Azaziya, ambas em Wasat.

Por outro lado, a explosão de uma bomba na passagem de um comboio militar causou a morte a um soldado e ferimentos em três em Telul al Bach, na província setentrional de Salah ad-Din.

Hoje se completam 11 anos da derrubada da imponente estátua de Saddam Hussein no coração de Bagdá por soldados americanos no dia 9 de abril de 2003, uma ação transformada no símbolo da queda do regime.

O Iraque sofre uma escalada da violência confessional e dos atentados terroristas, que causaram em 2013 a morte de 8.868 pessoas, das quais 7.818 eram civis, segundo números divulgados pela ONU. EFE