ONU anuncia nova rodada de negociações sobre a Líbia em setembro em Genebra

  • Por Agencia EFE
  • 29/08/2015 08h00

Rabat, 29 ago (EFE).- A Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) anunciou uma nova rodada de negociações em Genebra nos próximos dias 3 e 4 de setembro, após um frustrado diálogo no Marrocos devido à ausência dos membros do parlamento de Trípoli.

Por meio de um comunicado, a UNSMIL afirmou que na semana que vem em Genebra se concluirá o acordo político que será assinado nesse mesmo mês de setembro.

Além disso, acrescentou que durante os dois dias de reunião na cidade de Sjirat, próxima a Rabat, e que terminou ontem à noite, os representantes líbios debateram os anexos do acordo político com o mediador da ONU, Bernardino León.

A reunião se viu frustrada pela ausência dos representantes do Congresso Geral Nacional (CGN), baseado em Trípoli, que não foram a Sjirat porque, segundo eles, precisavam reorganizar sua equipe negociadora após a renúncia de dois de seus membros.

O CGN, considerado rebelde, e a Câmara dos Representantes (CR) de Tobruk, que goza de reconhecimento internacional, são os dois principais atores destas negociações, paralisadas porque o CGN se nega por enquanto a assinar o acordo de paz alcançado em julho pelos parlamentares de Tobruk e os independentes.

Bernardino León deu em meados de agosto um prazo de três semanas às partes para formar um governo de união nacional com base no acordo de Sjirat assinado em junho, mas o prazo parece agora pouco realista diante das profundas diferenças entre os negociadores.

O país norte-africano vive uma situação caótica devido à violência diária desde a queda do regime do coronel Muammar Kadafi, em outubro de 2011.

Desde então, está dividido com dois governos que lutam pelo controle dos recursos naturais apoiados por membros do antigo regime, islamitas, líderes tribais e senhores da guerra.

Dessa divisão se beneficiam grupos jihadistas ligados ao Estado Islâmico e à Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que nos últimos meses ampliaram seu poder e influência no país, onde não cessam os combates. EFE