ONU espera autorização para entrar em Homs com ajuda para 2.500 pessoas

  • Por Agencia EFE
  • 28/01/2014 09h08

Genebra, 28 jan (EFE).- Um carregamento da ONU com alimentos para 2.500 pessoas está pronto para entrar na parte antiga da cidade de Homs, na Síria, onde não chegou quase nenhuma ajuda humanitária nos últimos dois anos, assim que receber autorização, informou nesta terça-feira as Nações Unidas.

O acesso humanitário a Homs foi o primeiro tema tratado nas negociações de paz que estão acontecendo desde sexta-feira passada em Genebra entre o governo sírio e a oposição, mas dois dias após ser anunciado que um acordo neste sentido era iminente, a ajuda segue sem chegar à cidade antiga de Homs.

“O centro de armazenamento em Homs está preparando um comboio para distribuir ajuda humanitária urgente às famílias sob assédio, que não receberam ajuda durante quase dois anos”, declarou a porta-voz do Programa Mundial de Alimentos da ONU, Elizabeth Byrs.

Este organismo, que funciona como um dos principais braços humanitários da ONU, tem “caminhões carregados à espera para entregar alimentos para famílias cercadas”.

Também está preparado para fornecer porções alimentícias prontas para o consumo às mulheres e crianças que decidirem deixar a região, como prometeu o governo por meio de sua equipe negociadora.

O plano é entregar porções para 500 famílias (suficiente para 2.500 pessoas durante um mês), número que coincide com os cálculos da oposição sobre o número de civis que permanecem presos em Homs.

O carregamento inclui material médico para “milhares de pessoas durante de um a dois meses”, 500 doses de vacinas de pólio e remédios para casos de cólera, além de quinhentos pacotes com roupa de inverno para crianças.

Elizabeth disse que o organismo teve acesso a outras partes da província de Homs e que em dezembro entregou -exceto na parte antiga da cidade- porções para 687 mil pessoas em cinquenta pontos diferentes.

Além disso, forneceu combustível -para calefação e preparação de alimentos- a dezenas de milhares de famílias deslocadas que vivem em refúgios temporários. EFE