ONU limita presença de chumbo em comida infantil e arsênio no arroz

  • Por Agencia EFE
  • 17/07/2014 15h04

Genebra, 17 jul (EFE).- A Comissão do Codex Alimentarius, que estabelece os padrões internacionais sobre segurança e qualidade dos alimentos e serve de base para a legislação, além de estabelecer os marcos de segurança no comércio internacional de alimentos, limitou a presença de chumbo na comida infantil e de arsênio no arroz.

Após três dias de reunião anual em Genebra, a comissão tomou centenas de decisões, já que cada elemento tem um padrão diferente, mas duas das mais relevantes para os consumidores, conforme explicou em entrevista coletiva Angelika Tritscher, coordenadora de saúde alimentar da Organização das Nações Unidas (ONU), foram a redução do chumbo na comida infantil e o arsênio no arroz.

Sobre o chumbo, a comissão estabeleceu um limite de 0,01 miligramas de chumbo por quilo nos potes de comida de bebê. Até agora era permitido o dobro, até 0,02 miligramas por quilo.

“Os bebês e as crianças são particularmente vulneráveis aos efeitos do chumbo que podem causar dano ao cérebro ao afetar seu desenvolvimento normal”, explicou Angelika.

O chumbo se encontra naturalmente no meio ambiente e resquícios dele podem ser encontrados nos alimentos usados para produzir a comida para bebês. Dessa forma, a comissão propõe que se elejam os alimentos de zonas livres de chumbo.

Com relação ao arsênio, o Codex estabeleceu um nível máximo de 0,2 miligramas por quilo de arroz. Uma exposição prolongada ao elemento químico pode causar câncer e lesões na pele, além de ser associado a doenças cardiovasculares, cerebrais e diabetes.

O arsênio também é encontrado de forma natural na água e no solo subterrâneo em algumas partes do mundo. Ele pode entrar na cadeia alimentar ao ser absorvido pelo produto enquanto é cultivado.

O arroz absorve particularmente mais arsênio que outros produtos, por isso requer mais cuidado, especialmente em países asiáticos onde os campos são regados com águas subterrâneas e seu consumo é muito grande.

A comissão também acertou desenvolver um novo código de boas práticas para ajudar os países a cumprir com os padrões e ajudar os agricultores a aplicar técnicas que evitem a contaminação. Também foram estabelecidos padrões para evitar a presença de remédios para animais na carne, no leite, em ovos e no mel. Os oito remédios (chloramphenicol, Verde malaquita, carbadox, furazolidone, nitrofural, chlorpromazine, stilbenes e olaquindox) podem ter efeitos adversos na saúde humana e contribuir na resistência aos medicamentos. EFE