ONU pede a regime sírio que permita entrega de ajuda urgente a Yarmouk

  • Por Agencia EFE
  • 26/01/2014 17h48

Cairo, 26 jan (EFE).- A ONU pediu neste domingo ao regime sírio que permita o acesso de ajuda humanitária urgente ao campo de refugiados palestinos de Yarmouk, no sul de Damasco, atualmente sitiado e denunciou que não pôde distribui-la durante cinco dias.

Em comunicado, o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Chris Gunness, afirmou que seu organismo não pode entrar no campo com provisões “essenciais” como leite em pó para os bebês, vacinas contra a poliomielite e alimentos básicos.

A agência está “extremamente decepcionada” pelo fato de as autoridades não terem cumprido no campo sua promessa – feita em 18 de janeiro, de permitir a entrada rápida e regular a Yarmouk para a entrega de ajuda humanitária.

Nesse acampamento milhares de civis estão sofrendo de fome e desnutrição e estão em condições humanitárias “deploráveis”, criticou Gunness.

Este mês o Observatório Sírio de Direitos Humanos denunciou que pelo menos 63 pessoas tinham morrido nos últimos meses pela escassez de alimentos e remédios em Yarmouk, apesar do escritório do Acnur não ter podido confirmar até agora o número de vítimas.

Segundo Gunness, a agência da ONU está tentando todos os dias dar assistência às pessoas que vivem no campo de refugiados desde junho, embora a ajuda não esteja chegando aos 18 mil palestinos que estima-se que vivam em Yarmouk.

O porta-voz também explicou como o pessoal da agência vai todos os dias de manhã à entrada norte do acampamento com centenas de doses de comida, dez mil vacinas e leite em pó, e ali ficam por várias horas ou até o anoitecer.

Gunness denunciou a lentidão com a qual distribuem essa ajuda, assim como a longa espera para conseguir as autorizações no posto de controle da entrada e dos grupos armados que estão dentro do campo.

Antes do início do conflito sírio, em março de 2011, mais de 150 mil refugiados palestinos residiam em Yarmouk. Atualmente o número exato dos que permanecem no campo é desconhecido. Muitos deles fugiram para outros lugares.

Os insurgentes tomaram o controle de Yarmouk em dezembro de 2012 e desde então o campo foi cenário de confrontos entre os opositores e as forças governamentais.

Enquanto isso, as atuais negociações entre o regime e a oposição síria na conferência de Genebra se centraram em questões humanitárias, como o acesso à cidade sitiada de Homs e a possível libertação de presos políticos. EFE