ONU renova missão no Afeganistão em meio a temores por ascensão do EI
Nações Unidas, 16 mar (EFE).- AA ONU renovou nesta segunda-feira, por um ano, sua missão no Afeganistão (Unama), ao mesmo tempo em que advertiu sobre o risco que o avanço do Estado Islâmico (EI) ajude a unir à insurgência no país.
O Conselho de Segurança aprovou por unanimidade a extensão do mandato da Unama com o voto de uma resolução redigida pela delegação espanhola, encarregada de dirigir as negociações sobre o Afeganistão no principal órgão de decisão das Nações Unidas.
O texto é um consenso entre as prioridades dos membros do Conselho e do governo afegão, que exigia assumir mais responsabilidades na coordenação do trabalho internacional no terreno.
Finalmente, após uma sessão de negociações que se prolongou até a noite da última sexta-feira, as partes acordaram um compromisso que foi referendado hoje, convertendo-se na primeira resolução facilitada pela Espanha desde que o país passou a fazer parte do Conselho de Segurança como membro não permanente no dia 1º de janeiro.
Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Espanha, o texto “se adapta à nova situação do Afeganistão, após a satisfatória conclusão da primeira transição democrática na história do país”.
O enviado da ONU ao Afeganistão, Nicholas Haysom, garantiu hoje diante do Conselho que existem esperanças renovadas para levar adiante um processo de paz no país graças, entre outras coisas, aos esforços do novo governo.
“Atualmente, há uma escalada de circunstâncias que poderia construir um nível de confiança que permitiria estabelecer bases comuns”, disse sobre as negociações com os talibãs e outros grupos.
Segundo Haysom, todas as partes devem ser conscientes que “a paz é a única opção viável para o Afeganistão e que uma vitória militar não é provável, nem ótima, para um pacto social nacional durável”.
Além disso, o enviado da ONU se referiu à influência dos jihadistas do EI no Afeganistão, que foram progressivamente entrando no país.
Haysom assegurou que a presença do grupo é um motivo de “preocupação”, mais que por suas capacidades nessa região, mas por seu “potencial para oferecer uma alternativa à qual possam se unir outros grupos insurgentes isolados”.
Nos últimos dias, as forças de segurança afegãs afirmaram que abateram vários combatentes do EI, que segundo algumas informações estaria ganhando terreno entre os talibãs e outros membros da insurgência. EFE
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