Oposição aos EUA está levando jovens ocidentais a se juntar ao Estado Islâmico

  • Por Jovem Pan
  • 25/09/2014 10h32

Além das ações bárbaras no Oriente Médio, o crescimento no número de adeptos ao Estado Islâmico tem provocado surpresa e susto às grandes potências do Ocidente. Em entrevista à JOVEM PAN, a professora de história árabe da USP Arlene Clemesha disse que alguns fatores contribuem para essa realidade.

“O primeiro fato de se sentirem excluídos dentro dessa sociedade de origem. Ou seja, mesmo possuindo um nível econômico, relativamente, confortável, a cidadania são, provavelmente, pessoas não se sentem plenamente incluídas”, explicou.

Ainda de acordo com a especialista, em muitos casos, há algum tipo de origem da região e conta muito a oposição, a “revolta” contra um século de diferentes formas de dominação, desde que a abundância de petróleo foi descoberto.

Porém, segundo ela, a militância islâmica acabou por ocupar o lugar da Rússia na guerra fria e se tornou um caminho para quem quer mostrar resistência ao imperialismo dos Estados Unidos.

Arlene foi questionada sobre a ONU (Organização das Nações Unidas) está renascendo enquanto autoridade internacional. Para ela, ainda é cedo para ter esse tipo de conclusão.

“Certamente, é importante o envolvimento dos países árabes em uma questão que se localiza em países árabes para minar a propaganda do ISIS [sigla em inglês para Estado Islâmico da Síria e do Iraque]”, declarou.

E continuou: “Hoje, um grupo de estudiosos dos islamismo publicou uma carta pública explicando porque as atitudes do ISIS são contrárias aos islã. Então, isso vai ser muito importante no esclarecimento de que o ISIS não representa os islamismo”, afirmou.

Ouça a entrevista completa no áudio com os jornalistas JOVEM PAN Anchieta Filho, Joseval Peixoto e Adalberto Piotto.