Oposição síria pede de regime compromisso com transição de poder

  • Por EFE
  • 22/01/2014 14h10
Ban Ki-moon

Montreux (Suíça), 22 jan (EFE).- A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), a aliança que representa a oposição no processo de paz que começou nesta quarta-feira na Suíça, pediu que a delegação governamental assine um compromisso para aceitar as negociações destinadas a formar um governo transitório.

“Queremos saber se temos um interlocutor nesta sala e, neste caso, pedimos que assinem o Comunicado de Genebra que estabelece que todas as competências deAssad (Bashar al Assad, presidente sírio), executivas, militares e jurídicas, devem ser transferidas para um órgão transitório de governo”, disse o presidente da CNFROS, Ahmad Yarba.

O dirigente opositor considerou que este é o principal resultado que deve ser esperado da conferência de paz para a Síria: “colocar de lado Assad e todos os símbolos de seu regime”

Diante das delegações presentes no centro de conferências de Montreux, onde está sendo realizada hoje a sessão inaugural de Genebra 2 -como se conhece o processo de paz-, Yarba lembrou que o documento também pede o fim das hostilidades.

O Comunicado de Genebra foi estipulado há um ano e meio pelos Estados Unidos e Rússia, com o respaldo da ONU.

Além disso, o presidente da CNFROS disse que não podem existir negociações sérias sem resolver questões fundamentais desse tipo e sem um calendário rígido, o que deve ser definido “nesta primeira rodada” negociadora.

As negociações entre as delegações do governo sírio e da oposição, representada pela CNFROS, começarão nesta sexta-feira em Genebra, com a intermediação do diplomata argelino Lakhdar Brahimi, enviado especial da ONU e a Liga Árabe para a Síria.

“Não temos tempo a perder. Devemos chegar rapidamente a uma situação de cooperação para encontrar uma solução” ao conflito, pediu Yarba, lembrando que a guerra civil na Síria deixou 200 mil mortos, segundo números da oposição.

Yarba também declarou o respeito de sua organização por todas as comunidades que compõem a Síria, assim como por todos os grupos religiosos, aos quais garantiu um tratamento igualitário.

“É necessário que o Estado aceite a diversidade e não o governo de uma minoria sobre a maioria”, sustentou. EFE