Opositor sequestrado é encontrado morto em floresta nos arredores de Kiev

  • Por Agencia EFE
  • 22/01/2014 18h46

Kiev, 22 jan (EFE).- Meios de comunicação ucranianos informaram que foi encontrado em uma floresta dos arredores de Kiev o corpo do ativista opositor Yuri Verbitski, sequestrado na madrugada da terça-feira passada do hospital no qual foi internado após sofrer ferimentos durante um confronto com a polícia.

“O irmão de Yuri Verbitski identificou seu corpo no necrotério de Borispol” de Kiev, diz um comunicado divulgado pela emissora de rádio ucraniana “Svoboda”.

A vítima foi sequestrada do hospital Oktiabrski da capital ucraniana junto com o conhecido ativista Igor Lutsenko, que lhe tinha levado à clínica.

Lutsenko reapareceu com sinais de uma brutal surra na própria terça-feira e assegurou à polícia que não sabia que tinha sido levado junto com Verbitski, já que os sequestradores separaram os reféns.

Verbitski se transforma assim na terceira vítima mortal em um só dia depois que dois manifestantes morreram por ferimentos de bala durante os violentos distúrbios da madrugada passada na rua Grushevski, junto à sede do governo ucraniano.

Os protestos no centro da capital ucraniana adquiriram uma nova dimensão com violentos enfrentamentos ao longo de todo o dia depois que se conhecesse a trágica notícia.

O Ministério do Interior informou da detenção de 70 pessoas durante os distúrbios, sendo que 17 delas já estão em prisão preventiva acusadas de desordens maciças.

A mesma acusação pesa sobre pelo menos outros 19 manifestantes contra os quais se abriram causas penais.

Uma centena de agentes da lei foi hospitalizada com diversos ferimentos e outros 100 procuraram os serviços médicos desde que Kiev se transformou em um campo de batalhe entre policiais e manifestantes há já quase quatro dias.

Ao longo do dia, os enfrentamentos na rua Grushevski se sucederam de maneira contínua e os agentes antidistúrbios avançaram pelo menos em duas ocasiões para tirar os manifestantes de suas posições.

Estes se mantêm firmes junto a barricadas improvisadas que montaram com restos de veículos carbonizados desde que no domingo explodiu esta nova onda de distúrbios após uma manifestação grande dos opositores, que exigem a renúncia do governo por ter se rejeitado a assinar um acordo de associação com a União Europeia. EFE