Palestino assassinado por judeus é incluído em lista de vítimas do terrorismo

  • Por Agencia EFE
  • 21/04/2015 09h11

Jerusalém, 21 abr (EFE).- Mohammed Abu Jdeir, um palestino de 16 anos de Jerusalém Oriental assassinado no ano passado por radicais judeus, foi incluído na lista de vítimas do terrorismo e será homenageado em um ato em lembrança dos mortos em Israel.

A informação foi divulgada nesta terça-feira por meios de comunicação locais horas antes do início, na noite de hoje, do Dia Nacional em Lembrança dos militares, policiais e agentes mortos em serviço, assim como vítimas civis do terrorismo.

O nome do adolescente palestino foi gravado em um monumento memorial às vítimas do terrorismo no Monte Herzl de Jerusalém, cemitério nacional onde amanhã vai acontecer o principal ato do dia.

O nome de Abu Jdeir aparece desde hoje na base de dados oficial de vítimas do terrorismo do governo israelense, elaborada pelo Instituto da Seguridade Social, organismo encarregado de determinar quais casos são considerados vítimas do terrorismo.

Hagai Admon, diretor do Monte Herzl, declarou ao site “The Times” of Israel”, que segundo sua opinião, Abu Jdeir era o primeiro árabe assassinado por judeus que figurava no Memorial de Vítimas de Atos de Terrorismo.

O Dia nacional em lembrança dos mortos em Israel, que são contabilizados desde 1860 no território anterior ao estabelecimento do estado judeu, se prolonga durante a quarta-feira, véspera das celebrações pelo Dia da Independência.

Em um aparente ato de vingança no começo de julho de 2014, três radicais judeus sequestraram o menor palestino, residente de Shuafat, em Jerusalém Oriental, e o agrediram brutalmente com barras de ferro antes de queimar seu corpo ainda com vida em uma floresta da cidade, segundo determinou a autópsia do corpo.

O pai da vítima, Hussein Abu Jdeir, deu as boas-vindas à iniciativa, que disse “trata de honrar meu filho”, e confiou que os tribunais julgarão os responsáveis pela morte como merecem.

“Espero que a corte condene os homens que queimaram meu filho com um castigo apropriado”, disse o progenitor ao “Ynet”.

O Ministério da Defesa israelense reconheceu que Abu Jdeir era “vítima de uma ação hostil”, termo empregado para etiquetar os civis israelenses mortos em conflito com palestinos e países árabes, semanas depois do ataque quando foram detidos os suspeitos e os detalhes do fato revelados. EFE