Papa abre oficialmente Sínodo extraordinário sobre a família

  • Por Agencia EFE
  • 05/10/2014 08h01

Cidade do Vaticano, 5 out (EFE).- A basílica de São Pedro do Vaticano acolheu neste domingo a missa solene que abriu a 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, convocada pelo papa para tratar desta temática pastoral no contexto da evangelização.

A cerimônia, presidida pelo pontífice argentino, reuniu no templo vaticano as autoridades eclesiásticas e demais participantes que farão parte desta assembleia sinodal na qual também serão tratados outros temas “urgentes”, como a pobreza, a imigração e a violência.

Os encontros terminarão no domingo, dia 19 de outubro, com a beatificação do papa Paulo VI, que, além de concluir o decisivo Concílio Vaticano II, instituiu o Sínodo dos Bispos.

Após a leitura do Evangelho, Francisco pronunciou sua homilia, na qual convocou os participantes do Sínodo a “cooperar” para cuidar das famílias e na qual criticou “os maus pastores” que impõem “fardos” e responsabilidades sobre as pessoas que nem eles mesmos assumem.

Francisco lembrou aos bispos que devem “cultivar, dirigir e cuidar” do povo “com liberdade, criatividade e laboriosidade”, uma missão que – acrescentou – pode ser frustrada pela “cobiça do dinheiro e do poder”.

O pontífice lembrou que as assembleias sinodais “não servem para discutir ideias brilhantes e originais, ou para ver quem é mais inteligente”. “Servem para cultivar e guardar melhor a vinha do Senhor”.

O papa enfatizou a responsabilidade do clero de “cuidar” da família, mas alertou que também os membros da Igreja podem ter “a tentação de se apoderar” da sociedade (“vinha”).

“O sonho de Deus sempre confronta a hipocrisia de alguns servidores seus”. “Podemos frustrar o sonho de Deus se não nos deixamos guiar pelo Espírito Santo”, acrescentou.

Nesta assembleia sinodal participarão 253 pessoas, entre bispos, presidentes de Conferências Episcopais de todo o mundo, chefes de Iglesias católicas orientais e membros da Cúria Romana. EFE