Papa pede que Genebra 2 dê fim à violência na Síria

  • Por Agencia EFE
  • 22/01/2014 10h26

Cidade do Vaticano, 22 jan (EFE).- O papa Francisco pediu nesta quarta-feira aos líderes participantes da conferência de paz para a Síria, conhecida como Genebra 2, que não poupem esforços para chegar “com urgência” ao fim da violência e do conflito no país árabe.

Durante a audiência geral das quartas-feiras na Praça de São Pedro, no Vaticano, o pontífice argentino pediu aos sírios que sigam um caminho de “reconciliação, harmonia e reconstrução”, envolvendo todas as facções em disputa do país.

“Peço ao Senhor para tocar os corações (dos líderes), para que busquem apenas o maior bem do povo sírio, não poupem esforços para alcançar urgentemente o fim da violência e do conflito que já causou muito sofrimento”, disse o papa.

“Desejo à Síria um caminho de reconciliação, harmonia e reconstrução, com a participação de todos os cidadãos, onde cada um possa encontrar no outro não um inimigo ou um rival, mas sim, um irmão que acolhe e abraça”, acrescentou.

O papa se mostrou muito comprometido nos últimos meses com a possibilidade de uma solução pacífica na Síria. A questão foi abordada com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em 25 de novembro, em uma audiência privada no Vaticano, onde ambos apostaram na via da negociação envolvendo as diversas facções étnicas e religiosas.

Em 28 de dezembro, uma delegação do governo sírio entregou às autoridades do Vaticano uma mensagem que seu presidente, Bashar Al Assad, enviou a Francisco, que no Natal havia dedicado uma atenção especial ao conflito na Síria na primeira bênção “Urbi et Orbi” do seu pontificado.

Na semana passada o secretário de Estado americano, John Kerry, viajou para o Vaticano, onde se reuniu com o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, para informar à Santa Sé sobre, entre outras questões, os preparativos para a conferência de Genebra 2, iniciada hoje em Montreux com a participação de ministros das Relações Exteriores de 40 países.

Além das questões políticas, durante a catequese na audiência geral desta quarta-feira, Francisco chamou de “escândalo” as divisões que continuam acontecendo entre os cristãos. Pelo desaparecimento dessa separação o pontífice argentino pediu “muita oração, união e reflexão”.

“Cristo não foi dividido, mas temos que reconhecer sinceramente com dor que nossas comunidades seguem vivendo divisões. As divisões entre nós cristãos são um escândalo”, afirmou o papa.

“É preciso muita oração, união, reflexão e contínua conversão. Sigamos adiante por este caminho, rezando pela unidade dos cristãos, para que este escândalo desapareça, não esteja mais conosco”, acrescentou. EFE