Para Shimon Peres, é preciso lembrar do passado e melhorar o futuro

  • Por Agencia EFE
  • 27/01/2014 15h48

Jerusalém, 27 jan (EFE).- O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou nesta segunda-feira em mensagem por causa do Dia Internacional do Holocausto que “lembrar o passado é uma obrigação para todos, mas também melhorar o futuro”.

“O Holocausto é uma grande advertência para todos”, afirmou na mensagem especial em que pediu que “nunca mais volte a se repetir, que não retornem os dias em que os seres humanos se comportavam como animais”.

Peres, que chegou a Palestina sob domínio britânico em 1932, um ano antes de os nazistas chegarem ao poder na Alemanha e começassem a segregação que culminou na segunda guerra e no holocausto, ressaltou que “este não é só um dia de lembrança, mas também uma ligação para todos nós para avançarmos, não esquecendo o passado, mas nunca perdendo a esperança no futuro”.

Há mais de uma década o ocidente lembra o Dia Internacional do Holocausto na data em que as tropas soviéticas libertaram o campo de extermínio de Auschwitz, em 27 de janeiro de 1945.

Todos os anos desde então Israel lembra os seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas no 27º dia do mês hebraico de Nisan, que costuma coincidir com fim de abril ou início de maio.

Cada vez mais organismos públicos e instituições israelenses se somam às comemorações internacionais, e hoje meia centena de deputados da Knesset (parlamento) e cinco ministros do governo de Benjamin Netanyahu participaram das cerimônias de Auschwitz.

Em sua mensagem comemorativa, o primeiro-ministro voltou a insistir que a Segunda Guerra Mundial deve servir de lição para frear o Irã em suas aspirações nucleares, uma mensagem que repetiu até não poder mais nos últimos quatro anos.

“Inclusive hoje, quando há um amplo consenso em que se deveria ter evitado o Holocausto, o mundo não desperta frente a um regime que quer nos destruir, e inclusive recebe de braços abertos a pessoa que o representa”, alfinetou, em alusão à presença do presidente Hassan Rohani no último Fórum Econômico de Davos. EFE