Parlamento birmanês veta mudança de Constituição

  • Por Agencia EFE
  • 25/06/2015 09h47

Bangcoc, 25 jun (EFE).- O parlamento birmanês rejeitou nesta quinta-feira mudar a Constituição para reduzir o controle dos militares sobre o legislativo e permitir que a líder opositora e nobel da paz, Aung San Suu Kyi, possa ser candidata à presidência do país.

Após três dias de debates, os deputados votaram cinco emendas à Carta Magna de 2008, redigida pela última junta militar, que reserva amplos poderes ao Exército, incluída uma quarta parte das cadeiras nas Câmaras alta e baixa, e nas assembleias regionais, segundo a rede de televisão “Channel NewsAsia”.

Nenhuma das emendas alcançou o apoio de 75% dos deputados, o mínimo necessário para sua aprovação, incluída uma que propunha diminuir este limite a 70%, o que teria eliminado o poder de veto aos militares.

Também não prosperou a mudança do artigo que impede Suu Kyi, que passou mais de 15 anos em prisão domiciliar durante a ditadura militar, chegar à chefia do Estado por ter sido casada com um estrangeiro e ter filhos com nacionalidade estrangeira.

Se as emendas fossem aprovadas, as mudanças na Constituição deveriam ter sido ratificados em um referendo.

A tentativa de reforma constitucional aconteceu antes das próximas eleições gerais, previstas para novembro, as primeiras que não serão organizadas por um governo militar em mais de meio século.

No pleito, Suu Kyi poderá tentar a reeleição como deputada da formação opositora Liga Nacional para a Democracia, que parte como favorita perante o governante Partido para a União, a Solidariedade e o Desenvolvimento, herdeiro da última junta militar. EFE